Foto: Divulgação/Grupo Civil
Sustentabilidade e qualidade de vida impulsionam nova geração de empreendimentos
O mês de junho costuma concentrar debates sobre preservação ambiental e desenvolvimento ecológico, mas as discussões têm alcançado também outros setores da economia. No mercado imobiliário, cresce a percepção de que a sustentabilidade vai além da adoção de tecnologias voltadas à redução do consumo de recursos naturais e passa a influenciar também a forma como os empreendimentos se relacionam com a cidade e com as pessoas.
O avanço dessa discussão acompanha o crescimento da construção sustentável no Brasil, refletindo uma mudança na forma como mercado e consumidores enxergam a relação entre moradia, cidade e bem-estar. Um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), em 2022, mostrou que a sustentabilidade passou a ter um peso na decisão de compra dos imóveis. Segundo a pesquisa, 57% dos entrevistados afirmaram buscar empreendimentos com espaços mais arejados e integrados à natureza, enquanto 56% disseram estar dispostos a pagar mais por imóveis que contem com tecnologias verdes.
Nesse contexto, ganha força o conceito de gentileza urbana, que propõe uma relação mais integrada entre os empreendimentos e o entorno. A ideia parte do princípio de que projetos imobiliários podem gerar benefícios que extrapolam seus limites físicos, contribuindo para a valorização dos espaços públicos, da paisagem urbana e da experiência de moradores e pedestres.
Qualidade de vida e integração com a cidade
Em bairros com características marcantes, como a Barra, local onde o próximo empreendimento do Grupo Civil será lançado, essa discussão ganha contornos ainda mais relevantes. Conhecido por reunir patrimônio histórico, forte apelo cultural e intensa circulação de residentes e visitantes, o bairro convive com o desafio permanente de equilibrar crescimento urbano e preservação de suas características mais reconhecidas.
Essa visão orienta, há muitos anos, os empreendimentos da incorporadora, com projetos concebidos para integrar conforto, convivência e bem-estar à valorização da paisagem e da identidade local. Segundo Jéssica Araujo, Analista Comercial do Grupo Civil, a qualidade de vida está diretamente relacionada à forma como as pessoas se conectam com a cidade e com o entorno onde vivem.
"Buscamos desenvolver projetos que promovam conforto, convivência e bem-estar, mas também que contribuam positivamente para o entorno onde estão inseridos. Entendemos que um bom empreendimento precisa estar localizado em localizações estratégicas e em uma cidade que seja agradável para viver, caminhar e criar memórias", afirma.
Jéssica destaca que a valorização da identidade local é parte importante desse processo. Em sua visão, compreender a paisagem, a dinâmica urbana e os elementos que compõem cada bairro é fundamental para que os projetos se conectem ao entorno de forma natural e fortaleçam a relação das pessoas com a cidade.
Empreendimentos e memória urbana
Na prática, a gentileza urbana se traduz em iniciativas voltadas à qualificação da experiência das pessoas na cidade. O conceito pode se materializar de diferentes formas, como fachadas ativas, que estimulam a interação entre os edifícios e a rua, soluções que ampliam a permeabilidade visual dos empreendimentos e intervenções voltadas à valorização do patrimônio cultural e da paisagem urbana.
Entre os exemplos desenvolvidos pela Civil está o Cedro Horto. Durante os estudos do terreno para o mais recente lançamento da incorporadora, uma árvore centenária de grande relevância para a paisagem local foi identificada e preservada. Para garantir sua permanência, o projeto foi adaptado com a criação de um recuo que possibilitou a conservação da espécie e o alargamento do passeio público, melhorando a circulação de pedestres e qualificando a experiência urbana na região.
O sucesso da iniciativa também se reflete no desempenho comercial do empreendimento: quase 100% das unidades já foram comercializadas, restando apenas algumas disponíveis.
Outra ação de destaque da empresa foi realizada durante o desenvolvimento do Jazz, empreendimento desenvolvido em um terreno que abrigou durante anos a tradicional loja Waldemar Calçados. Como forma de preservar a memória do local, a construtora encomendou ao próprio sapateiro a produção de um sapato bicolor — modelo associado aos músicos de jazz — e criou um nicho voltado para a rua para expor a peça, acompanhado de uma homenagem ao antigo proprietário. A iniciativa buscou manter viva a história do espaço e reforçar a conexão do empreendimento com a identidade do entorno.
Jessica ressalta que iniciativas como essas refletem uma visão mais ampla sobre o papel dos empreendimentos no desenvolvimento das cidades. "Quando pensamos na cidade para além dos limites do nosso terreno, criamos oportunidades para que as pessoas vivam melhor, construam memórias e desenvolvam uma relação mais positiva com os lugares onde vivem.?No final, não se trata apenas de construir edifícios, mas de contribuir para a construção de cidades melhores", conclui.
Por Iana Nunes
