Participação na consulta pública para construção de guia sobre competências digitais e midiáticas da pessoa idosa é aberta a toda a sociedade. Imagem: Divulgação/Getty Images
Governo abre consulta pública para construção de guia sobre competências digitais e midiáticas da pessoa idosa
O Governo do Brasil abriu consulta pública
para a construção do Guia Orientativo para o Desenvolvimento de
Competências Digitais e Midiáticas da Pessoa Idosa no Brasil, iniciativa
que busca promover a inclusão digital e ampliar a participação das
pessoas idosas na sociedade contemporânea.
A proposta parte do reconhecimento de
que o avanço das tecnologias digitais tem transformado o acesso à
informação, aos serviços públicos e às formas de interação social. Nesse
cenário, o desenvolvimento de competências digitais e midiáticas é
fundamental para que a população idosa possa utilizar essas tecnologias
de forma segura, crítica e autônoma.
A consulta pública, aberta no dia 24 de abril, está disponível na plataforma Brasil Participativo
e constitui uma etapa central do processo de elaboração do guia. O
ambiente reúne as orientações, o conteúdo base do documento e o espaço
para envio de contribuições.
A participação é aberta a toda a
sociedade, incluindo gestores públicos, educadores, pesquisadores,
organizações da sociedade civil, profissionais de diferentes áreas,
familiares, cuidadores e as próprias pessoas idosas. As contribuições
podem ser enviadas até 24 de maio de 2026, diretamente pela plataforma, e
serão analisadas para subsidiar a versão final do guia.
ABORDAGEM DO GUIA
O
Guia Orientativo para o Desenvolvimento de Competências Digitais e
Midiáticas da Pessoa Idosa no Brasil propõe diretrizes, princípios e
metodologias para promover a inclusão, a autonomia e a participação das
pessoas idosas na sociedade digital. Elaborado de forma intersetorial no
âmbito do 6º Plano de Ação Nacional da Parceria para Governo Aberto, o
documento é coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da
Cidadania, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa,
com a participação de entidades governamentais e organizações da
sociedade civil.
O documento reconhece o envelhecimento
populacional e a digitalização da vida como desafios centrais para as
políticas públicas, destacando que a inclusão digital vai além do acesso
às tecnologias e envolve também processos de alfabetização e letramento
digital crítico.
O guia parte do reconhecimento da
diversidade das pessoas idosas e defende uma abordagem centrada no
protagonismo do educando, na aprendizagem ao longo da vida e na conexão
com o cotidiano. Nesse contexto, estrutura-se a partir de princípios
como acessibilidade, autonomia, segurança, equidade e enfrentamento ao
idadismo, organizando-se também em eixos temáticos que abrangem desde o
acesso às tecnologias até o uso crítico da informação, a segurança
digital, a interação com serviços públicos, o uso ético da internet e a
compreensão de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial.
METODOLOGIAS E IMPLEMENTAÇÃO
Além das diretrizes conceituais, o guia propõe metodologias baseadas
na educação popular, no aprendizado intergeracional e em percursos
formativos que valorizam os saberes prévios das pessoas idosas. O
documento também indica formatos para o monitoramento e a avaliação das
ações, com definição de critérios, indicadores e mecanismos de
acompanhamento contínuo.
Sua implementação reforça a educação digital como estratégia de
inclusão social, contribuindo para o empoderamento das pessoas idosas e
para o fortalecimento do aprendizado ao longo da vida. Esse processo
favorece a ampliação da autonomia, o desenvolvimento humano e a
participação ativa na sociedade contemporânea.
PARTICIPAÇÃO SOCIAL
A consulta pública integra o processo de construção do guia e busca
reunir contribuições de diferentes setores da sociedade. A participação
social é considerada essencial para garantir que o material reflita a
diversidade de contextos, experiências e necessidades da população idosa
no Brasil.
As contribuições recebidas serão sistematizadas e analisadas, podendo subsidiar a versão final do documento. A expectativa é que o guia funcione como uma referência
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
