Em todo o país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar. Foto: Divulgação/MDS
Mais de 487 mil famílias superaram a pobreza e deixaram o Bolsa Família na Bahia desde 2023
Com aumento da
renda, na Bahia, mais de 487 mil famílias deixaram o Bolsa Família entre
março de 2023, quando o programa foi retomado pelo Governo do Brasil, e
maio de 2026. São famílias que saíram da pobreza por terem conseguido
um emprego de
carteira assinada ou por empreenderem. Esses lares tiveram a renda acima
do limite da Regra de Proteção ou já cumpriram o prazo previsto para
permanência nessa modalidade.
Somente em maio
de 2026, mais de 22,5 mil famílias baianas deixaram o programa social.
Salvador foi o município com maior número de desligamentos no período,
com 3 mil famílias, seguido por Feira de Santana (687), Vitória da
Conquista (575),
Camaçari (433) e Juazeiro (357).
Lauro de Freitas (350), Itabuna (244), Alagoinhas (238), Porto Seguro (236) e Jequié (232) completam a lista dos dez municípios com mais famílias que superaram a pobreza na Bahia e deixaram o Bolsa Família.
NACIONAL
Em todo o país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa
Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda
familiar. Os maiores números foram registrados em São Paulo (745,6 mil),
Distrito
Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de
Janeiro (393,7 mil).
CAPITAIS
Entre as capitais brasileiras, São Paulo registrou o maior número de
famílias deixando o programa por aumento da renda em maio de 2026, com
7.312 desligamentos. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (4.387),
Fortaleza
(3.790), Salvador (3.095) e Brasília (1.896).
REGRA DE PROTEÇÃO
Criada no novo desenho do Bolsa Família, a Regra de Proteção garante
uma transição segura para famílias que aumentam a renda. Mesmo após
superar o limite de R$ 218 por pessoa da família, elas podem
continuar recebendo 50% do benefício por até 12 meses, desde que a renda
familiar per capita permaneça abaixo de R$ 706.
“O
novo modelo estimula o emprego. Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de
famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a
ter um emprego ou começaram a empreender”, afirmou o ministro do
Desenvolvimento e Assistência
Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.
EMPREGO
Dados do Caged cruzados com o Cadastro Único mostram que 80% das
vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram
ocupadas por inscritos no CadÚnico.
“Os números
confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no
mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não
querem arranjar emprego”, afirmou Wellington Dias.
Estudo da FGV Social aponta ainda que a renda do trabalho das pessoas mais pobres cresceu 10,7% em 2025, acima da média nacional, impulsionada pela geração de empregos formais e pela Regra de Proteção do programa.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
