Ministro Dario Durigan participou do "Bom Dia, Ministro" e tirou dúvidas sobre o Novo Desenrola, segunda fase do programa de renegociação de dívidas. Foto: Diego Campos / Secom-PR
“O Desenrola vai permitir que as contas caibam no bolso das pessoas”, afirma Dario Durigan, sobre o novo programa
O ministro da
Fazenda, Dario Durigan, negou categoricamente nesta quarta-feira (6/5)
que o Novo Desenrola Brasil seja uma medida que possa criar no
imaginário popular uma cultura de não pagar dívidas. “É importante a
gente esclarecer isso. As pessoas precisam pagar as suas contas. O que o
Desenrola vai fazer é permitir que a conta caiba no bolso”, afirmou
Durigan, durante participação no programa Bom Dia, Ministro.
“Nós
vivemos no país um período duro, principalmente por volta da pandemia,
em que a gente teve desemprego alto, a renda das famílias não aumentou, o
salário mínimo não foi reajustado e, sem as pessoas poderem trabalhar,
naturalmente fizeram dívidas para as necessidades básicas”, lembrou o
ministro.
Segundo
ele, quando o presidente Lula assumiu, em 2023, ciente de que o
endividamento estava alto, houve a primeira leva de negociação olhando
para dívidas mais antigas, que vinham já se acumulando e atrapalhando a
vida das pessoas que estavam negativadas. “Então foi feito o primeiro
Desenrola e começou a cair a taxa de juros no país em agosto de 2023.
Existia uma expectativa, não só nossa do governo, mas do mercado como um
todo, de que essa taxa de juros seguisse caindo em 2024”, recordou
Dario Durigan.
“Em 2024,
teve uma reviravolta no mundo. Os Estados Unidos mantiveram os juros
altos. O Brasil, também. E a gente viu que de 2024 a 2025 esse
endividamento, que começou a ser endereçado com o Desenrola 1, não cedeu
como a gente esperava. Então, a gente volta agora com um novo Desenrola
para poder terminar esse processo. Ele faz parte de uma lógica: a gente
começou a lidar com endividamento pós-pandemia, pré-governo Lula e,
agora, nós vamos terminar esse processo”, explicou o ministro.
DESENROLA FAMÍLIAS
A principal frente do programa é o Desenrola Famílias, que tem como
público-alvo pessoas com renda até 5 salários-mínimos ou R$ 8.105. A
iniciativa permite a renegociação de dívidas contratadas até 31 de
janeiro de 2026 por meio de um crédito novo, com taxa de juros limitada a
1,99% ao mês. Poderão ser renegociadas dívidas atrasadas entre 90 dias e
até 2 anos, nas modalidades de crédito pessoal não consignado, cartão
de crédito e cheque especial.
O
Desenrola Famílias estabelece, ainda, que as instituições bancárias
invistam em educação financeira o montante correspondente a 1% das
garantias do programa.
ESFORÇO QUE NÃO SE REPETIRÁ
Dario Durigan alertou que não há expectativa de implantar um
Desenrola 3. Por isso, ele pediu que as pessoas renegociem suas dívidas.
“Quanto mais gente inadimplente, mais pagamento cruzado de quem tem que
pagar. Nós estamos diminuindo a inadimplência para que esses juros
voltem a ficar em um patamar mais razoável. É um esforço nacional,
ligado ao primeiro Desenrola, que não se repetirá, é importante dizer
isso”, concluiu.
Fonte: SECOM/PR
