Foto: Divulgação/Arquivo O Candeeiro
Consumo de álcool aumenta riscos cardiovasculares e afeta a saúde de forma ampla, alerta cardiologista
O
consumo de bebidas alcoólicas, mesmo em pequenas quantidades, pode
trazer sérios prejuízos à saúde, especialmente ao sistema
cardiovascular. O alerta é da cardiologista Carolina Thé, do Núcleo TB,
que chama atenção para os impactos do álcool no organismo e para a
necessidade de conscientização da população sobre seus riscos. De
acordo com a médica, o álcool está associado ao aumento da pressão
arterial, ao desenvolvimento de arritmias cardíacas, como a fibrilação
atrial, além de contribuir para o risco de infarto e insuficiência
cardíaca. “Durante muito tempo se acreditou que o consumo moderado de
álcool poderia ser benéfico para o coração, mas evidências científicas
mais recentes mostram que não existe uma quantidade segura quando
falamos em saúde cardiovascular”, explica a cardiologista. Além
dos efeitos diretos no coração, o álcool também prejudica outros
sistemas do corpo. A substância é classificada como cancerígena e está
relacionada ao aumento do risco de diversos tipos de câncer, além de
provocar danos ao fígado, ao pâncreas e ao cérebro. “O consumo frequente
de álcool gera um estado inflamatório no organismo, danifica órgãos de
forma silenciosa e sobrecarrega o metabolismo, o que impacta
negativamente a saúde como um todo”, destaca Carolina Thé. A
cardiologista do Núcleo TB acrescenta que o álcool também interfere no
funcionamento do sistema nervoso, podendo desencadear ou agravar quadros
de ansiedade, prejudicar a qualidade do sono e comprometer funções
cognitivas ao longo do tempo, inclusive com a redução do volume
cerebral. “Esses efeitos costumam ser subestimados, mas impactam
diretamente o bem-estar, a memória, a concentração e até a motivação no
dia a dia”, pontua. Outro
ponto de atenção, segundo a especialista, é a influência do álcool no
ganho de peso e na redução da eficácia de medicamentos, inclusive os
utilizados no tratamento de doenças cardíacas. “Para quem já possui
fatores de risco, como hipertensão, diabetes ou colesterol elevado, o
consumo de álcool potencializa ainda mais as chances de complicações”,
afirma. Para
Carolina Thé, a informação é uma das principais ferramentas de
prevenção. “Reduzir ou evitar o consumo de álcool é uma escolha que traz
benefícios reais e mensuráveis para a saúde física e mental. Nosso
papel, como profissionais, é orientar com base na ciência e ajudar as
pessoas a tomarem decisões mais conscientes”, conclui. Por Gabriela Bandeira
