Thiago Pedroso, CEO da Agroallianz / Foto: Divulgação Agroallianz
Com ampliação do portfólio e novo CEO, Agroallianz projeta faturamento de R$ 1 bilhão em até três anos
Nos últimos dois anos, a economia brasileira tem enfrentado um período de crescimento mais lento e maior volatilidade, refletido na desaceleração do ritmo de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) e em incertezas macroeconômicas mais amplas. Esse cenário desafiador exigiu adaptação e resiliência, especialmente das empresas do setor agropecuário, características que têm se consolidado como diferenciais da Agroallianz para sustentar seu crescimento contínuo no País.
Após o primeiro ano dedicado à construção da identidade da marca, com a oficialização da joint venture
que uniu a indústria alemã DVA à cooperativa brasileira Coopercitrus,
resultando na criação da Agroallianz, a empresa já começou a colher os
primeiros frutos. Segundo Thiago Pedroso, novo CEO da companhia, que
assumiu o comando no último ano, 2025 teve como foco principal a
ampliação dos registros de produtos.
“Os registros próprios da Agroallianz fortaleceram o movimento da joint venture ao gerar, de fato, uma sinergia comercial, proporcionando maior celeridade aos processos”, afirma o executivo.
A estratégia adotada mostrou-se eficiente, refletindo-se em números positivos em 2025 e em avanços na contramão do mercado. “Obtivemos um crescimento de 40% no ano de 2025 frente ao ano anterior com crescimento de margem. Esse resultado foi impulsionado, principalmente, pelos registros de produtos próprios”, destaca Pedroso. “Além disso, alianças comerciais estratégicas trouxeram inovação ao segmento B2B, contribuindo de forma protagonista para o desempenho alcançado”, complementa.
Crescimento consolidado
Entre 2024 e 2025, a Agroallianz
apresentou um crescimento expressivo em seu faturamento. O resultado
reforça a evolução consistente da empresa e a assertividade da
estratégia adotada no período.
“Nosso movimento foi contrário ao do mercado. Além de crescermos
em receitas, avançamos também em margem absoluta”, ressalta o CEO.
Ainda segundo o executivo, a diferenciação que a Agroallianz assume como propriedade é a agilidade nos processos de registro, desenvolvendo misturas que o mercado ainda não possui, sempre atreladas ao conceito de pós-patente, da mesma forma que trabalhamos com especialidades. “Desde o primeiro ano, a linha de especialidades tem representado um percentual superior ao padrão de mercado, que normalmente varia entre 10% e 12% do faturamento em defensivos”, explica Pedroso.
Em 2025, o portfólio de crop protection (defensivos) da empresa contou com o lançamento de 52 produtos, dos quais 13 foram registrados como soluções próprias da Agroallianz. “Também temos sinergia com a indústria que integram nossa estrutura, como na linha de especialidades, por exemplo, são mais de 27 produtos no portfólio, entre adjuvantes, bioestimulantes, nutrição e fertilizantes minerais mistos. Além disso, já estamos nos preparando para avançar também no segmento de biocontrole”, reforça o CEO.
Entre os destaques das novas tecnologias entregues ao produtor estão o Predecessor, Terra WG e uma linha exclusiva para Pastagens. O primeiro é uma mistura tripla voltada ao manejo de plantas daninhas de difícil controle na cultura da soja, combinando imazetapir, diclosulan e flumioxazina — uma formulação inédita no mercado.
Já o Diclosulan, Terra WG, possui registro para cana-de-açúcar e soja e é considerado estratégico no manejo de plantas daninhas de difícil controle. A Agroallianz é a primeira empresa a disponibilizar o produto para comercialização após a queda da patente. “Essas duas soluções refletem bem o ano de 2025, marcado por lançamentos relevantes”, acrescenta .
Para sustentar esse avanço, a
empresa intensifica seus investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento
(P&D). Segundo o executivo o investimento será construído e
coordenado com a visão clara do mercado, representado pela Coopercitrus e
associado a estrutura global da DVA.
“Como operamos com uma estrutura integrada da joint venture, parte dos recursos e da estrutura de P&D está concentrada na DVA. Assim, o valor absoluto investido é significativamente maior do que muitas empresas que estão há mais tempo no setor. Somos entrante e precisamos buscar inovação em produtos no acesso ao mercado criado”, reforça.
Metas estabelecidas
Para os próximos anos, a estratégia é manter uma expansão estruturada e sustentável. Segundo os planos da companhia, a meta é atingir um faturamento superior a R$ 1 bilhão em até três anos. Esse crescimento será impulsionado tanto pela expansão orgânica, quanto por parcerias estratégicas de médio e longo prazo, além dos novos produtos que já estão no pipeline de registros. Este crescimento está sendo estruturado em quatro unidades de negócio dentro da empresa com olhar clínico ao mercado e trazendo soluções inovadoras.
De acordo com Pedroso, a empresa seguirá com uma visão bastante focada no fortalecimento da estrutura do negócio, respeitando de forma cautelosa as relações entre os sócios e sem perder de vista os desafios econômicos e financeiros do país. “Somam-se a esse cenário fatores como as eleições, a Copa do Mundo e uma taxa de juros que ainda não apresenta sinais claros de redução significativa por parte do governo. Tudo isso exige uma análise minuciosa das estruturas, com muita responsabilidade e é aí que entra o papel fundamental da governança”, afirma.
Entre os pilares dessa governança está a disciplina financeira, tanto na estruturação da captação de recursos quanto na análise criteriosa do mercado. “Existem grandes oportunidades, mas é fundamental ter seriedade na concessão de crédito, com políticas bem elaboradas e estruturadas, garantindo segurança no recebimento. Estou confiante que entre os desafios de 2026 manter a transparência e foco em alianças estratégicas seguiremos crescendo com segurança”, finaliza o CEO.
Por Kassi Bonissoni
