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Conheça a Escola Nacional de Hip-Hop, lançada pelo MEC
A Escola Nacional de Hip-Hop foi instituída pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Portaria n° 297/2026,
com o objetivo de promover esse estilo musical e artístico como um
instrumento didático-pedagógico nos currículos da educação básica.
Desenvolvida no âmbito da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq),
a iniciativa receberá R$ 50 milhões entre 2026 e 2027 para realizar
ações de inovação no ensino, além de formação continuada de professores e
gestores, bem como produção e difusão de materiais de apoio.
Voltada para as
redes públicas de ensino, o programa tem como objetivos principais
realizar a integração da cultura hip-hop como instrumento
didático-pedagógico, fomentar o protagonismo juvenil nas redes,
contribuir para o enfrentamento das desigualdades educacionais e
fortalecer as leis que tornam obrigatório o ensino de histórias e
culturas afro-brasileiras, africanas e indígenas na educação básica. A
adesão à política será feita pelas redes municipais, estaduais e
distrital via Sistema Integrado de Monitoração, Execução e Controle (Simec),
por meio da assinatura de Termo de Adesão. A data será anunciada em
breve pelo site do Ministério da Educação. O novo programa foi
apresentado e discutido com representantes do movimento hip-hop de todos
os estados e do Distrito Federal em reuniões técnicas realizadas ao
longo de 2026.
“Esse é um ato
revolucionário que permitirá que 138 mil escolas e 45 milhões de alunos
da rede pública de ensino tenham acesso direto à cultura hip-hop”, disse
o rapper Rafa Rafuagi. “O nosso objetivo é gerar mais cidadania,
direitos assegurados e, principalmente, fortalecer o senso crítico de
crianças e adolescentes. Ao levar oficinas de DJ, grafite, MC, break e
conhecimento, vamos ampliar a produção cultural e oferecer oportunidades
de formação profissional para os jovens, de forma que possam sair das
escolas mais capacitados para o mercado de trabalho”.
A implementação da
política será operacionalizada por meio de ações integradas nos
seguintes eixos estruturantes: coordenação federativa; formação;
materiais de apoio; e difusão, reconhecimento e valorização de saberes.
Para garantir o bom funcionamento das etapas e dos processos, o programa
será formado por coordenação nacional de gestão, coordenadores
estaduais de gestão, agentes de governança educacionais territoriais e
agentes estudantis e territoriais de hip-hop.
Pneerq?– A?Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, instituída pela?Portaria nº 470/2024,?objetiva
implementar ações e programas educacionais voltados à superação das
desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem
como à promoção da política educacional para a população quilombola. O
público-alvo é formado por gestores, professores, funcionários?e?alunos,
abrangendo toda a comunidade escolar.??
São compromissos
dessa política: estruturar um sistema de metas e monitoramento;
assegurar a implementação do art. 26-A da Lei nº 9.394/1996; formar
profissionais da educação para gestão e docência no âmbito da educação
para relações étnico-raciais (Erer) e da educação escolar quilombola
(EEQ); induzir a construção de capacidades institucionais para a
condução das políticas de?Erer?e EEQ nos entes federados; reconhecer
avanços institucionais de práticas educacionais antirracistas;
contribuir para a superação das desigualdades étnico-raciais na educação
brasileira; consolidar a modalidade educação escolar quilombola, com
implementação das Diretrizes Nacionais; e implementar protocolos de
prevenção e resposta ao racismo nas escolas (públicas e privadas) e nas
instituições de educação superior.?
