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Hospitais universitários de Sergipe intensificam ações pela segurança do paciente
Com o tema “Qualidade, segurança e vidas
protegidas: um compromisso permanente do SUS”, o movimento Abril pela
Segurança do Paciente, instituído pelo Ministério da Saúde (MS), reforça
a segurança do paciente como eixo estruturante da qualidade do cuidado,
sendo transversal a todas as áreas e níveis de atenção à saúde. Em
Sergipe, a mobilização ganha força nos hospitais da Rede HU Brasil: o
Hospital Universitário de Sergipe (HU-UFS) e o Hospital Universitário de
Lagarto (HUL-UFS), que intensificam ações voltadas à promoção de
práticas seguras.
Segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS), a segurança do paciente envolve um conjunto de ações
organizadas, planejadas e continuamente avaliadas para reduzir riscos e
danos evitáveis nos serviços de saúde. Isso inclui desde a adoção de
protocolos até o fortalecimento de uma cultura institucional orientada à
prevenção.
Segurança do paciente como pilar da assistência
No HUL-UFS, a segurança do paciente
constitui um dos pilares da assistência, especialmente por se tratar de
um ambiente que integra ensino, pesquisa e cuidado. Nesse contexto, a
adoção de práticas baseadas em evidências contribui para a redução de
incidentes e danos evitáveis, ao mesmo tempo em que fortalece uma
cultura organizacional voltada à prevenção de riscos, à mitigação de
danos, à padronização de processos e à melhoria contínua da qualidade do
cuidado.
No âmbito institucional, a atuação
ocorre de forma estratégica por meio da implementação de protocolos
assistenciais, do gerenciamento de riscos com foco no paciente, do
monitoramento sistemático de indicadores, da promoção de ações
educativas e do estímulo à notificação de incidentes, com vistas à
identificação de vulnerabilidades nos processos de trabalho.
“Destaca-se, nesse cenário, a atuação
do Núcleo de Segurança do Paciente, do Setor de Gestão da Qualidade e da
Unidade de Gestão de Riscos Assistenciais, responsáveis pela análise
crítica e sistêmica dos eventos notificados, pela elaboração de planos
de ação com base na identificação de causas-raiz e pelo fortalecimento
da integração multiprofissional, contribuindo para a consolidação de
práticas assistenciais mais seguras e alinhadas às diretrizes nacionais e
internacionais” afirma Ana Libório, Chefe do Setor de Vigilância e
Segurança do Paciente do HU-UFS.
Ensino e assistência: o desafio de cuidar e formar com segurança
Nos hospitais universitários, a
segurança do paciente também passa pela formação dos futuros
profissionais. No HU-UFS, Milena Motta, chefe do Setor de Vigilância em
Saúde e Segurança do Paciente, aponta a necessidade de equilibrar ensino
e assistência. “Garantir a segurança em um ambiente de aprendizagem
exige supervisão qualificada e compromisso com os protocolos
institucionais”, garante.
Segundo ela, a educação continuada e a
vivência prática em ambientes seguros são fundamentais para consolidar
essa cultura. “Profissionais formados em instituições que valorizam a
segurança incorporam essas práticas naturalmente no seu exercício
profissional”, pontua.
Milena acrescenta que programas como o
de cirurgia segura exemplificam como protocolos bem estruturados
contribuem para a formação. “Mais do que ensinar técnicas, é essencial
formar profissionais comprometidos com práticas seguras em todas as
etapas do cuidado”, salienta.
Com iniciativas que envolvem gestão,
profissionais, estudantes e pacientes, os hospitais universitários
reafirmam seu papel estratégico na consolidação de uma cultura de
segurança no SUS - uma prática cotidiana que salva vidas e qualifica o
cuidado em todo o país.
Agendas prioritárias
Os hospitais irão desenvolver
programações locais ao longo do mês, de acordo com cada realidade e
planejamento interno. Além disso, em nível de rede, as ações estão
articuladas com as linhas de cuidado prioritárias do planejamento
estratégico, com destaque para o cuidado perioperatório, o cuidado
perinatal, a oncologia e a urgência e emergência.
Por Williany Bezerra
