Foto: Divulgação/MEC
MEC credencia novas universidades comunitárias: entenda o modelo
Fonte: MEC*
O Ministério da Educação (MEC), por meio da
Secretaria de Regulação e Supervisão do Ensino Superior (Seres),
publicou, na terça-feira, 1º de setembro, seis portarias relativas às Instituições Comunitárias de Educação Superior (Ices),
uma de qualificação e cinco de renovação. A instituição qualificada foi
a Universidade Vale do Rio Doce (Univale), de Minas Gerais. As
renovações foram publicadas para
as seguintes instituições: Universidade Regional do Noroeste do Estado
do Rio Grande do Sul (Unijuí), Universidade do Vale do Paraíba (Univap),
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Faculdade
Jesuíta de Filosofia e Teologia
(FAJE) e Universidade do Vale do Taquari (Univates). Todas as portarias
têm validade de cinco anos.
As Ices são constituídas na forma de
associação ou fundação, com personalidade jurídica de direito privado,
sem fins lucrativos, que ofertam serviços gratuitos à população,
proporcionais aos recursos que eventualmente obtiverem
do poder público. Também institucionalizam programas permanentes de
extensão e ação comunitária voltados à formação e desenvolvimento dos
alunos e ao desenvolvimento da sociedade.
No início deste ano, o Ministério da
Educação (MEC) publicou a Portaria MEC nº 71, que estabelece procedimentos para a qualificação, o monitoramento e a formalização de parcerias entre o poder público e as Ices.
De acordo com a portaria, as instituições comunitárias qualificadas
poderão acessar recursos públicos federais para o desenvolvimento de
atividades de interesse público, inclusive por meio de editais de
fomento e de emendas
parlamentares. A norma também prevê que essas instituições possam atuar
como alternativa na oferta de serviços públicos educacionais,
respeitando os princípios da legalidade, da transparência e da
finalidade
pública.
Categorias administrativas da educação superior
As
instituições de educação superior são divididas em seis categorias
administrativas: as públicas
podem ser municipais, estaduais ou federais. Já as privadas podem ter ou
não fins lucrativos. Também há a categoria das universidades de caráter
especial, que não se enquadram nem como públicas e nem como privadas,
pois foram criadas por
lei, mas cobram mensalidade.
Públicas – Mantidas
pelos governos. As federais, pela União; as estaduais, pelos governos
de cada unidade federativa; e as municipais, pelas prefeituras. As
federais e as estaduais são gratuitas e o acesso geralmente ocorre por
meio de processos seletivos como o Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem), o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou vestibulares
próprios.
Privadas – Quanto às universidades
privadas, além das comunitárias, estão as confessionais, ligadas a
doutrinas religiosas; as filantrópicas, focadas em
assistência social e oferta de bolsas de estudo e também sem fins
lucrativos; e as privadas, cujo objetivo é gerar lucro para os donos ou
acionistas. Oferecem formas de entrada subsidiadas por programas
governamentais como o Programa Universidade para Todos (Prouni) ou o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As instituições particulares pagas podem variar desde faculdades de pequeno porte até grandes redes educacionais.
*Com informações da Seres
