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Com investimento global em IA previsto para crescer 44%, dados e automação redefinem a estrutura das organizações em 2026
As
tendências macro para 2026 mostram que a tecnologia, impulsionada por
processos que implementam a Inteligência Artificial (IA), deixará de ser
apenas um suporte, tornando-se parte integral da estrutura
organizacional. A cultura orientada por dados, a automação inteligente e
a utilização da tecnologia em conjunto com pessoas e processos se
firmam como os novos padrões de mercado. Segundo uma previsão do
Gartner, o investimento mundial em IA em 2026 poderá aumentar cerca de
44% em relação a 2025. A adoção de plataformas nativas de IA, juntamente
com o avanço de sistemas que permitem à tecnologia lidar com tarefas
mais complexas, levará as empresas de uma automação reativa para uma
abordagem mais inteligente e proativa.
O
panorama tecnológico e corporativo de 2026 será marcado pela
consolidação de tendências que elevam a cultura orientada por dados e a
eficiência operacional a um novo nível de exigência. O uso estratégico
da informação e a otimização dos processos organizacionais serão
fundamentais para garantir a competitividade e a sustentabilidade dos
negócios, conforme apontam analistas de mercado e especialistas em
tecnologia.
Para
Marilena Cancelier, CRO do Grupo Toccato, empresa especialista em
soluções de tecnologia e dados, a chave para o sucesso em 2026 está na
capacidade de integrar tecnologia, processos e cultura de dados em um
sistema único e eficiente. "As empresas que vão ganhar mais destaque e
se consolidarão esse ano, serão aquelas que alcançarem a maturidade
analítica e a eficiência operacional necessárias para agir em tempo
real. Ou seja, quem dominar os dados dominará as IAs e o mercado".
As
empresas de sucesso buscarão implementar processos ágeis, previsíveis e
escaláveis, utilizando a automação inteligente como a chave para
eliminar retrabalhos e gargalos. Ou seja, processos bem estruturados,
com governança clara e dados confiáveis, constituem a base para decisões
mais assertivas e para a redução de riscos operacionais, oferecendo uma
visão mais contextualizada do negócio. A Forrester prevê que até 30%
das grandes empresas utilizarão treinamentos obrigatórios em IA, visando
reduzir riscos e acelerar a implementação dessa tecnologia.
Nesse contexto, os dados se destacam como o ativo estratégico mais valioso. A democratização do acesso à informação é essencial, com ferramentas de Business Intelligence (BI) e Analytics se tornando disponíveis para colaboradores de todas as áreas. No entanto, a qualidade, confiabilidade e interpretação dos dados serão tão importantes quanto a quantidade de informações. A habilidade de contextualizar e traduzir insights complexos em ações práticas será o grande diferencial.
Segundo
o “Artificial Intelligence Index Report 2025”, da HAI Stanford
University, já estamos saindo da era dos modelos e estamos entrando no
momento de sistemas, ou seja, já não falamos mais apenas do motor mas
sim do carro completo! Porém, um sistema de sucesso passa por um modelo
que funcione acompanhado de dados organizados, orquestração das
informações, integrações eficientes e segurança e governança andado de
mãos dadas.
Enquanto as empresas que ficarem para trás continuarão presas a cadeias antigas de dados, processos manuais e uma visão puramente reativa, os líderes de mercado determinarão seu sucesso pela agilidade em transformar insights confiáveis em valor de negócio, de forma padronizada e escalável.
Por Aryani Andrade
