Acredito que cuidado e liberdade devem coexistir", diz Luciana Campelo / Foto: divulgação
Novo lançamento da Solisluna, ‘Mamãe pode – Um manifesto amoroso’ propõe conciliar maternidade, amor e liberdade
Como conciliar a dedicação profunda exigida pela maternidade com a necessidade de continuar existindo como indivíduo? É a partir desse questionamento sensível e necessário, que nasce ‘Mamãe pode – Um manifesto amoroso’, escrito por Luciana Campelo, ilustrado por Bárbara Ipê, e que tem o selo de qualidade da Solisluna Editora.
O livro será lançado no dia 25 de julho (sábado), às 16h, na livraria Terra Libris, com bate-papo com a autora, sessão de autógrafos e contação da história com Jell Oliveira. Aberto ao público.
"Mamãe pode – Um manifesto amoroso" é um convite acolhedor para que mães, pais, crianças e demais leitores lembrem que amar também significa abrir espaço para que cada um possa existir em toda a sua potência. Longe de reforçar estereótipos ou imagens idealizadas, a obra abraça a maternidade real. Por meio de uma narrativa poética e delicada, a obra mostra às crianças que a mãe, antes de assumir esse papel, abriga em si muitas outras mulheres e desejos.
A semente do livro foi plantada no cotidiano da autora, após passar pela experiência profunda de ter um filho nos braços e, em seguida, vivenciar o isolamento da pandemia de Covid-19: "Nesse tempo escrevi uma lista de desejos para depois. Ao ler a lista, percebi que a mulher estava viva e muito íntegra. Achava que era importante contar para o meu filho que, além da mãe, em mim viviam outras", revela Luciana, que é psicóloga.
Uma das metáforas mais tocantes retrata a mãe que, no início do puerpério, sente-se "como um vestido pendurado em um cabide no armário". A imagem representa o momento em que a urgência do cuidado materno faz com que as outras facetas da mulher fiquem temporariamente suspensas, guardando, contudo, a promessa do reencontro consigo mesma.
Para Luciana, ao ver que a mãe vive além de seu papel materno, a criança aprende uma lição valiosa sobre autonomia: "Acredito que cuidado e liberdade devem coexistir. Penso que a mãe que vive para além desse papel ensina para as suas crianças que a liberdade de ser o que se deseja é um valor importante".
Narrativa visual: da imersão à expansão
Gestadas ao longo de um ano, as ilustrações de Bárbara Ipê dão corpo às emoções evidenciadas no texto. A artista buscou traduzir as fases do tornar-se mãe por meio de símbolos visuais e escolhas sensíveis de cores e técnicas.
O início da maternidade e o puerpério são representados pela fluidez e o acolhimento da pintura em aquarela e pelo elemento da água. À medida que o bebê cresce e ganha autonomia, a narrativa visual expande-se para a terra e as árvores, trazendo cores mais vivas e elementos externos que refletem o crescimento individual de mãe e filho.
"Criar imagens que representam a maternidade real, seus limites e dificuldades, sua força e potência é um convite sensível para as famílias se sensibilizarem sobre o tema", explica a ilustradora.
Uma das ilustrações favoritas de Bárbara retrata os pés em água corrente: "Ela representa um momento de transição em que a criança tem uma experiência sensorial nova e está aprendendo a andar, enquanto a mãe ainda precisa lhe dar um apoio. A água corrente representa a passagem da vida".
Sobre a autora
Luciana Campelo nasceu em Salvador. É psicóloga clínica, mas antes se formou em Comunicação e Marketing, área em que atuou profissionalmente. Escuta música todos os dias e encontra o sagrado na natureza. Prefere escrever à mão, para acompanhar o desenho que a letra forma no papel. E é mãe, como não poderia deixar de ser.
Sobre a ilustradora
Bárbara Ipê é ilustradora e quadrinista. Formada em Oceanografia e em Pedagogia. Publicou os livros infantojuvenis, através de editais ProAC: ‘Dona Cida’ (Editora Patuá/2021); ‘Meliponi e SuperApi’ (Editora NADA/2023); e a HQ ‘Nos braços dela’ (Editora NADA/2024). É mãe de dois meninos.
Sobre a editora
A Solisluna Design Editora realiza projetos e ações que sensibilizam e levam à reflexão sobre diferentes realidades e modos de ver o mundo. Comprometida com a bibliodiversidade, publica romances, ensaios e estudos afro-brasileiros, publicações e catálogos institucionais, livros de arte e para as crianças e jovens.
SERVIÇO:
Lançamento ‘Mamãe pode – Um manifesto amoroso’, escrito por Luciana Campelo e ilustrado por Bárbara Ipê
Bate-papo com a autora, sessão de autógrafos e contação de história com Jell Oliveira.
Data: 25 de julho, sábado, 16h
Local: Livraria Terra Libris - Praça Castro Alves, nº 5, Salvador (Térreo do Cine Glauber Rocha)
Aberto ao público
FICHA TÉCNICA:
‘Mamãe pode – Um manifesto amoroso’
(36 págs; 16.8 cm x 22 cm; capa dura)
Autora: Luciana Campelo
Ilustradora: Bárbara Ipê
Edição: Solisluna Editora
Ano de publicação: 2026
Por Nilma Gonçalves
