“Para projetar o Brasil para o futuro, a gente precisa ter uma logística, uma infraestrutura de transporte que seja segura e que as pessoas saibam que seu familiar vai entrar numa rodovia e que vai chegar vivo do outro lado”, ressaltou o ministro dos Transportes, George Santoro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ministro dos Transportes exalta investimentos para recuperação da malha rodoviária no Brasil
O ministro dos Transportes, George Santoro,
destacou nesta terça-feira (9/6), a evolução experimentada pelo Brasil
na avaliação de sua malha rodoviária, após um ciclo de investimentos
realizado a partir de 2023, com a nova gestão do Governo
Federal.
“A gente passou no país quase oito anos com
poucos investimentos em infraestrutura. O valor que era destinado para
manutenção rodoviária do Brasil era muito pequeno. Quando o presidente
Lula voltou ao governo, a gente multiplicou por três o valor
de recursos. A gente tinha para manutenção cerca de R$ 2,5 bilhões por
ano, no máximo R$ 3 bilhões. Passamos para R$ 8 bilhões (em 2023),
chegamos até R$ 10 bilhões em 2024. Este ano, vamos ter cerca de R$ 15
bilhões. É uma mudança muito
grande”, frisou George Santoro, durante participação no programa Bom
Dia, Ministro.
Segundo ele, os reflexos desses
investimentos já são sentidos. “A gente retomou as obras. Duplicações,
sinalização, tudo está em andamento. Só que a gente pegou um país
destruído. Hoje, a malha rodoviária brasileira está com uma média de
75% de ótimo e bom. Quando a gente chegou no governo, era 52% só de
ótimo e bom. Tinha estados em que a malha estava em 80% de ruim e
péssimo. Isso não existe mais no Brasil”, ressaltou.
George Santoro frisou que o fator segurança é
fundamental no processo de incremento da logística de transporte do
país. “Para projetar o Brasil para o futuro, a gente precisa ter uma
logística, uma infraestrutura de transporte que seja segura e
que as pessoas saibam que seu familiar vai entrar numa rodovia e que vai
chegar vivo do outro lado”, ressaltou.
“Ainda temos que melhorar em alguns estados,
como, por exemplo, Minas Gerais, porque Minas Gerais não tinha nem
metade da sua malha coberta com contrato de manutenção. A gente teve que
fazer os contratos, fazer projetos, isso leva um tempinho. A
gente está melhorando para entregar um Brasil muito melhor do que
recebeu”, continuou.
LEILÕES DE PONTES
Para o
ministro, um dos pontos sensíveis nesse processo de reestruturação da
malha rodoviária no Brasil passa pelas pontes, que sofreram por conta da
falta de manutenção. “Essas pontes, na sua maioria,
foram construídas nas décadas de 40 e 50, quando o Brasil carregava nos
seus caminhões 30 toneladas. Hoje, um caminhão carrega 110 toneladas,
120 toneladas. O Brasil mudou, a carga ampliou muito. E a gente não
investiu em infraestrutura durante
muitos anos”, recordou.
Para mudar esse cenário, o Brasil
trabalha em um processo que envolve leilões de pontes. “A gente fez um
projeto que está para soltar ainda este ano. Serão em torno de oito
lotes de leilões de pontes, em que a
gente ou recupera a ponte ou constrói uma ponte nova. Serão mais de 500
pontes nesse primeiro lote de pontes que vamos fazer e dividir por
regiões e estados”, explicou Santoro.
MONITORAMENTO
O ministro
ressaltou que o Governo do Brasil monitora permanentemente o estado das
pontes e viadutos. “Hoje, no DNIT (Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes), a gente tem um monitoramento por
satélite
das 9.800 obras de pontes e viadutos, por satélite. Qualquer variação da
ponte, a gente já aciona as equipes para verificar. Se for necessário, a
gente interdita e faz as obras emergenciais. Hoje a gente tem um
controle muito afinado desse tipo de
situação.”
BR-158/MT
Em maio, a
BR-158/MT, fundamental para o escoamento da produção agropecuária do
nordeste de Mato Grosso avançou em mais uma etapa. O Ministério dos
Transportes entregou os primeiros 12 km pavimentados do Contorno da
Terra Indígena Marãiwatsédé, entre Porto Alegre do Norte e a região do
Posto Luizinho. Na ocasião, assinou a ordem de serviço para melhorias e
revitalização das travessias urbanas de Alto Boa Vista, Vila São
Sebastião (Chapadinha) e São Félix
do Araguaia, nas BR-158 e BR-242/MT. Durante o programa, George Santoro
falou sobre o andamento das obras.
“A BR-158, essa obra ficou parada há mais de 20 anos. A gente fez a negociação, fez o acordo e conseguimos uma negociação histórica, fazendo um contorno na comunidade originária ali presente. Com isso a gente já está avançando. Entregamos 12, a gente vai entregar mais 30 quilômetros até setembro, e até dezembro, mais 10 quilômetros. Nós vamos entregar 52 quilômetros num estado em que o governo anterior não entregou nenhum metro de nova pavimentação. Isso é muito importante” , afirmou o ministro.
Fonte: SECOM/PR
