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Exercício ilegal da Medicina Veterinária passa a ser crime no Brasil
O exercício ilegal da Medicina Veterinária passou a ser tipificado como crime no Brasil. A medida foi oficializada com a sanção da Lei nº 15.425/2026, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (8), que altera o Código Penal para incluir expressamente a Medicina Veterinária entre as profissões protegidas pela legislação criminal.
A nova norma estabelece pena de detenção de seis meses a dois
anos para quem exercer a profissão de médico-veterinário sem autorização
legal ou excedendo os limites da habilitação profissional. A lei também
prevê responsabilização
adicional nos casos em que a prática ilegal resulte em lesões graves ou
morte de pessoas, bem como em lesão ou morte de animais.
A sanção representa uma conquista histórica para a Medicina
Veterinária brasileira e um importante avanço na proteção da saúde
pública, do bem-estar animal, do meio ambiente, da saúde e da sociedade.
“A sanção desta lei corrige uma lacuna
histórica da legislação brasileira e reconhece a relevância da Medicina
Veterinária para a proteção da vida. Não estamos falando apenas da
defesa da profissão, mas da segurança da população, da saúde dos animais
e da prevenção de riscos que
podem afetar toda a sociedade. Quem exerce ilegalmente a Medicina
Veterinária coloca vidas em perigo e agora responderá criminalmente por
isso”, destaca a presidente do CFMV, Ana Elisa Almeida.
A inclusão da Medicina Veterinária no artigo 282 do Código Penal
equipara a profissão às demais áreas da saúde já contempladas pelo
dispositivo, como Medicina, Odontologia e Farmácia. A medida também
alcança profissionais que atuem durante
períodos de suspensão ou após o cancelamento do registro profissional.
A Medicina Veterinária desempenha papel estratégico na Saúde Única,
conceito que reconhece a interdependência entre a saúde humana, animal e
ambiental. A atuação do médico-veterinário está presente em áreas como
assistência clínica, inspeção e tecnologia de alimentos de origem
animal, vigilâncias sanitária e epidemiológica, defesa agropecuária,
produção animal, controle de zoonoses, pesquisa e bem-estar animal.
“Com a entrada em vigor da nova legislação, o Brasil passa a
contar com instrumentos mais robustos para combater o exercício ilegal
da profissão e responsabilizar aqueles que colocam em risco a saúde e a
vida de pessoas e animais”,
completa a presidente do CFMV.
Por Renata Teixeira
