Arenitos Silicificados da Formação Piauí (Foto: Divulgação/SGB)
Estudo do SGB aponta potencial mineral para a construção civil na Grande Teresina
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) lançou um novo estudo com
informações inéditas e atualizadas sobre os recursos minerais destinados
à construção civil na Região Integrada de Desenvolvimento da Grande
Teresina (RIDEGT). A publicação reúne informações de mais de 100
ocorrências minerais e indica novas áreas promissoras com condições
favoráveis para aproveitamento econômico. Além disso, traz mapas
geológicos e de potencial mineral elaborados para a região.
O trabalho consolida resultados de levantamentos de campo
sistemáticos, análises laboratoriais e integração de dados em Sistema de
Informações Geográficas (SIG), o que permite uma visão abrangente do
potencial mineral da região. “Mesmo diante da intensa ocupação do solo e
da competição por áreas, o trabalho demonstra que ainda existe um
expressivo potencial mineral para insumos da construção civil, capaz de
atender à demanda regional de forma técnica e planejada”, explicam as
pesquisadoras do SGB Angélica Batista e Klaryanna Alcântara, autoras do
estudo.
Na região, já eram conhecidas ocorrências de areia, argila,
brita, saibro, cascalho e arenito silicificado. Segundo as
pesquisadoras, o diferencial do IRM está em consolidar e qualificar esse
conhecimento. “O IRM organiza, qualifica e atualiza esse conhecimento,
associando as ocorrências ao contexto geológico regional, avaliando o
potencial real dos depósitos e indicando novas áreas promissoras, o que
não existia de forma integrada para toda a RIDEGT”, afirmam.
Os dados da publicação permitem saber detalhes sobre a
qualidade e aplicabilidade dos insumos. Entre os destaques, está o
potencial da RIDEGT para arenitos silicificados usados para a confecção
de paralelepípedos. As propriedades físicas e mecânicas desses arenitos,
como elevada resistência, baixa porosidade e alta durabilidade, tornam o
recurso uma alternativa regional estratégica, com impactos positivos na
redução de custos logísticos, na geração de emprego local e no
fortalecimento da cadeia produtiva da construção civil.
Fonte: SGB
