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Jurista Ives Gandra toma posse na Academia Nacional de Direito Desportivo
O jurista e professor Ives Gandra da Silva Martins tomou posse como membro efetivo da Academia Nacional de Direito Desportivo (ANDD) em solenidade realizada em São Paulo. O novo acadêmico assume a Cadeira nº 19,
que tem como patrono o saudoso jurista Álvaro Melo Filho, referência
histórica na consolidação da legislação desportiva no Brasil.
A cerimônia, conduzida pelo presidente da ANDD, Terence Zveiter, reuniu expoentes da magistratura e do Direito, como o Ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho.
O prestigiado evento contou ainda com a presença de acadêmicos e
juristas, entre os quais Luiz Antonio Abagge, Leonardo Serafim dos
Anjos, Paulo Feuz, Rui César Corrêa, Leonardo Andreotti, Francisco
Giordani, Luiz Marcondes, Rogério Gandra da Silva Martins e Marcos Mário
Couto.
A entrada de Ives
Gandra na ANDD é celebrada como um reconhecimento definitivo à sua vasta
contribuição ao ordenamento jurídico brasileiro. Sua presença na
instituição simboliza a união entre a erudição do Direito Constitucional
e as especificidades do Direito Desportivo, área que exige cada vez
mais profundidade doutrinária diante dos novos desafios do mercado e das
relações laborais no esporte.
Durante
seu discurso de posse, Ives Gandra destacou a relevância do Direito
Desportivo como um ramo autônomo e vital para a segurança jurídica das
entidades e atletas. O jurista enfatizou que o esporte, além de seu
impacto social e cultural, movimenta uma engrenagem econômica complexa
que demanda marcos regulatórios sólidos e interpretações pautadas pela
Constituição Federal, princípio que norteou toda a sua trajetória
acadêmica.
A chegada de um
expoente deste calibre fortalece o papel consultivo e doutrinário da
ANDD em um momento de transição para o desporto nacional, marcado pela
profissionalização das gestões e o surgimento das Sociedades Anônimas do
Futebol (SAFs). Para a Academia, contar com a experiência de Ives
Gandra significa elevar o patamar das discussões sobre a justiça
especializada e a proteção das garantias fundamentais dentro do cenário
esportivo.
Vale ressaltar
que a trajetória do jurista registra um histórico notável de atividades
no mundo desportivo, incluindo passagens como vice-presidente dos
Tribunais de Justiça Desportiva das federações paulistas de Voleibol e
Handebol (1968); juiz do TJD da Federação Paulista de Futebol de Salão
(1962/1964); consultor jurídico da Federação Paulista de Basquetebol
(1964); vice-presidente da Associação Brasileira de Karatê, além de sua
histórica atuação como conselheiro e membro do Conselho Deliberativo do
São Paulo Futebol Clube (SPFC).
A
posse reforça o prestígio da Academia Nacional de Direito Desportivo,
que consolida sua posição como o principal fórum de pensamento da área
ao integrar um dos maiores nomes do Direito contemporâneo aos seus
quadros.
Por Gabriela Romão
