Iano Andrade/SESI
Condições atuais da indústria e da economia caem ao menor patamar em seis anos, revela CNI
As condições atuais da indústria e da economia chegaram ao pior patamar em mais de seis anos, avaliam os empresários do setor. De acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (14), o indicador que compara o momento vivido pelas empresas e pela atividade econômica com os seis meses anteriores caiu 0,2 ponto em outubro, para 40 pontos.
Trata-se do menor nível do Índice de Condições Atuais desde julho de 2020, durante a pandemia de Covid-19. O resultado foi puxado pela piora da leitura dos empresários sobre o momento atravessado pelas próprias empresas.
“Esse patamar bastante negativo é explicado por uma série de fatores. Alguns elementos já vêm de algum tempo, como a queda da demanda por produtos industriais, mas outros, mais recentes, agravaram o quadro. Entre eles, uma pressão de custos muito grande, que asfixiou a saúde financeira das empresas, e incertezas bastante elevadas também no cenário externo”, avalia o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
Já o Índice de Expectativas, em que os empresários projetam o desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses, subiu 2,1 pontos, para 49,3 pontos. Com o resultado, o indicador se aproximou da linha divisória de 50 pontos, demonstrando que o pessimismo em relação ao futuro diminuiu.
Nesse cenário, o ICEI, que agrega a percepção dos empresários sobre as condições atuais e sobre as expectativas para os próximos meses, cresceu 1,3 ponto, para 46,2 pontos. Ainda assim, o índice segue abaixo dos 50 pontos, sinalizando falta de confiança dos empresários há 22 meses consecutivos.
Sobre o ICEI
Para esta edição da pesquisa, a CNI consultou 1.103 empresas, sendo 456 pequenas, 414 médias e 233 grandes, entre 1° e 7 de outubro.
Fonte: CNI
