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Fruticultura baiana ganha projeção internacional na Fruit Attraction Madrid 2026
A fruticultura da Bahia é destaque na Fruit Attraction 2026, que
acontece até esta quinta-feira (8), em Madri, na Espanha. Com a
participação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e
Aquicultura da Bahia (Seagri), o estado apresenta sua diversidade
e capacidade produtiva, além de buscar ampliar mercados, abrir novas
oportunidades comerciais e aproximar produtores, empresas e investidores
de diferentes países.
Representando o governador Jerônimo Rodrigues no encontro, o titular da
Seagri, Vivaldo Góis, afirmou que o evento representa uma oportunidade
de ampliar a visibilidade das frutas produzidas no estado e estabelecer
novas conexões comerciais com diferentes países
e mercados.
"A presença da Bahia na Fruit Attraction permite apresentar ao mercado
internacional a diversidade e a capacidade produtiva dos nossos
territórios, ao mesmo tempo em que nos aproxima de compradores,
investidores e novas tecnologias. É uma oportunidade para
fortalecer a fruticultura baiana e ampliar sua inserção nos mercados
internacionais”, avaliou Góis.
A participação da Seagri ocorre em articulação com a Associação
Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados
(Abrafrutas), entidade representativa do setor exportador brasileiro. Na
ocasião, são acompanhadas tendências de consumo, padrões
de qualidade e exigências dos mercados internacionais, além de conhecer
tecnologias aplicadas à produção, irrigação, pós-colheita,
armazenamento, logística e comercialização.
Diversificação e valorização da produção
A fruticultura baiana apresenta uma produção diversificada, distribuída
por diferentes Territórios de Identidade e apoiada em distintos sistemas
produtivos e condições agroclimáticas. Entre os principais polos está o
Território Sertão do São Francisco, onde
a produção irrigada de manga e uva se destaca pela tecnificação e
inserção nos mercados nacional e internacional.
Outras regiões também possuem cadeias relevantes, como o Recôncavo e o
Litoral Norte e Agreste Baiano, com destaque para a citricultura; o
Baixo Sul e o Velho Chico, com a produção de banana; o Extremo Sul, com o
mamão; e a Chapada Diamantina, onde o cultivo
de morango vem ganhando cada vez mais espaço.
A atuação da defesa agropecuária também é considerada estratégica para a
ampliação das exportações. O atendimento aos requisitos fitossanitários
dos mercados internacionais, aliado à vigilância, ao controle de pragas
como o LDL (greening) e a monilíase do cacaueiro,
e à certificação promovidos pela Agência de Defesa Agropecuária da
Bahia (Adab) é fundamental para a abertura e manutenção de mercados para
a produção baiana.
