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Brasil supera média mundial em desenvolvimento digital, aponta índice da UIT
O Brasil está acima da média mundial em desenvolvimento digital, segundo a edição 2026 do Índice de Desenvolvimento das TICs (IDI), elaborado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). O país alcançou 84,6 pontos em uma escala de 0 a 100, acima da média global de 79 pontos, resultado que coloca o Brasil entre os países com melhores níveis de infraestrutura, acesso e uso de tecnologias digitais entre as 159 economias avaliadas. A edição 2026 do índice é a quarta edição baseada na metodologia adotada pela UIT a partir de 2023.
O resultado também mostra evolução do Brasil ao longo das últimas edições do levantamento. O país passou de 81,9 pontos em 2023 para 84,6 em 2026, considerando a metodologia atual do índice.
Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o desempenho demonstra que o Brasil vem avançando na construção de uma infraestrutura digital mais ampla e robusta, mas que o desafio agora é ampliar ainda mais a qualidade e reduzir as desigualdades de acesso.
“O Brasil avançou de forma consistente na construção de uma infraestrutura digital capaz de atender às necessidades da população e da economia. Estar acima da média mundial mostra que estamos no caminho certo, mas também aumenta a nossa responsabilidade. O próximo passo é garantir que esse avanço chegue a todos os brasileiros, com qualidade, velocidade e condições cada vez melhores de acesso”, afirmou.
O resultado ocorre em um cenário de expansão da infraestrutura de telecomunicações e das políticas de inclusão digital do Governo Federal. O 5G já está presente em mais de 1,5 mil municípios, incluindo todas as capitais, enquanto o Ministério das Comunicações amplia a cobertura 4G em áreas rurais e de difícil acesso. Na educação, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas já levou internet a 102.839 das 138.086 escolas públicas de educação básica (74,5%), e 962 municípios alcançaram 100% das escolas conectadas, com R$ 6,5 bilhões previstos no Novo PAC para a iniciativa.
Outra frente é o Fust, que viabilizou R$ 4,2 bilhões em investimentos em projetos de conectividade entre 2022 e 2025, com expansão de redes de fibra óptica e atendimento a municípios, domicílios, comunidades e escolas. Em 2026, novos editais ampliam o alcance da política, incluindo a previsão de conexão de até 3,8 mil Unidades Básicas de Saúde, com internet, Wi-Fi, equipamentos e suporte técnico.
Na Amazônia, o Norte Conectado prevê cerca de 13 mil quilômetros de cabos de fibra óptica pelos rios da região, criando infraestrutura de alta capacidade para conectar cidades, escolas, unidades de saúde, universidades, órgãos públicos, empresas e comunidades. As iniciativas integram uma estratégia que busca não apenas ampliar o número de brasileiros conectados, mas também melhorar cobertura, qualidade, velocidade e capacidade das redes, reduzindo desigualdades regionais e preparando o país para as novas demandas da economia digital.
Fonte: Ascom MComL
