Ações educativas visam orientar estudantes sobre os riscos do ambiente digital (Imagem: Freepik)
Colégio de Salvador reforça ações contra crimes virtuais envolvendo jovens diante de cenário preocupante no país
Em meio ao crescimento dos crimes virtuais contra crianças e adolescentes no Brasil, o Colégio Vitória-Régia (VR), em Salvador, vem desenvolvendo ações educativas ao longo do ano para orientar seus estudantes sobre os riscos do ambiente digital. A expansão do acesso à internet e o avanço das tecnologias têm ampliado os desafios relacionados à proteção desse público, exigindo a atuação conjunta de escolas, famílias, autoridades e da sociedade.
Um levantamento do UNICEF revela um cenário que chama atenção: praticamente um em cada cinco adolescentes brasileiros (cerca de 20%) foi vítima de violência sexual facilitada pela tecnologia em apenas um ano, o que representa aproximadamente três milhões de jovens afetados no país. Além disso, relatórios da SaferNet Brasil indicam que 64% das denúncias de crimes cibernéticos recebidas pela entidade envolvem abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, reforçando a urgência de ações preventivas.
Diante desse contexto, o Vitória-Régia tem intensificado iniciativas voltadas aos estudantes do Ensino Médio, com foco na conscientização sobre segurança digital, uso responsável das redes sociais e prevenção a crimes virtuais. “As ações incluem palestras, rodas de conversa e atividades pedagógicas integradas ao currículo, promovendo o debate sobre os riscos do ambiente online e estimulando atitudes seguras e responsáveis”, explica a diretora do Ensino Médio do Vitória-Régia, Débora Bove.
Ela ressalta que as ações contam com o apoio de autoridades da segurança pública do município, fortalecendo o diálogo entre a escola e as instituições responsáveis pela proteção da sociedade. “A proposta é ampliar o conhecimento dos estudantes sobre legislação, canais
de denúncia e formas de prevenção, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e preparados para enfrentar os desafios do mundo digital”, conclui.
Por Sílvio César Tudela
