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"Meu objetivo é girar o mundo com independência", diz promessa do surfe que segue os passos de Gabriel Medina
Nascido em Porto Esperidião, no Mato Grosso, a mais de 2 mil quilômetros do mar, Matheus Neves, promessa do surfe brasileiro, conheceu o oceano aos 9 anos, durante uma viagem à Bahia. No ano seguinte, venceu seu primeiro campeonato e passou a tratar o surfe como projeto de vida. Hoje, disputa o QS regional da América do Sul, circuito classificatório da WSL que dá acesso ao circuito Challenger Series, e o Pro Junior, categoria de base da liga voltada a jovens surfistas. Entre os principais resultados da carreira estão o vice-campeonato brasileiro sub-18, em 2024, o 3º lugar no QS 1.000 Señoritas Pro, no Peru, e a 7ª colocação no Mundial sub-18 da ISA, em 2025.
A trajetória do atleta ganhou novo rumo em 2018, quando passou pela base do Instituto Gabriel Medina. O período aproximou Matheus de uma rotina mais profissional de treinos, competições e convivência com atletas em evolução. Tricampeão mundial, Medina também se tornou uma de suas principais referências no esporte. “Ele tem um surfe explosivo, com manobras progressivas, e sabe como ninguém pegar tubo. Considero o surfista mais completo do mundo”, afirma.
Com competições internacionais no calendário e a meta de chegar ao Challenger Series da WSL, Matheus passou a considerar o inglês como uma ferramenta importante para a carreira. Parceiro da KNN, uma das maiores escolas de idiomas do país, o surfista faz curso de inglês na rede para ganhar mais autonomia em entrevistas, viagens, aeroportos e na comunicação com atletas e equipes de outros países.
“Meu objetivo é ficar fluente em inglês e girar pelo mundo com independência e confiança. Já passei por situações um pouco vergonhosas, porque eu entendia, mas não conseguia responder. Na minha primeira entrevista em inglês, depois de vencer uma bateria no mundial, precisei pedir ajuda a uma amiga para traduzir”, conta.
Para Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas, o inglês passou a fazer parte da formação de atletas que buscam carreira internacional. “No esporte de alto rendimento, a preparação envolve desempenho técnico, comunicação e autonomia fora do ambiente competitivo. O atleta precisa participar de entrevistas, compreender orientações, lidar com viagens, interagir com equipes de outros países e resolver imprevistos longe do Brasil. O inglês reduz barreiras e dá mais segurança para que jovens talentos aproveitem melhor as oportunidades da carreira”, afirma.
Além do inglês, o atleta tem outras metas para este ano. “Meu principal objetivo para 2026 é terminar a temporada entre os sete melhores do circuito sul-americano e conquistar uma vaga no Challenger Series. Quero seguir viajando para surfar ondas de alto nível, aprimorar o inglês e me preparar cada vez mais para chegar à elite do surfe mundial, representando o Brasil mundo afora”, afirma.
Por Bianca Luca
