Estefinho Francelino / CBDV
Único time da Bahia na elite do goalball nacional, time feminino do Instituto de Cegos busca patrocínio para se manter na Série A
O time de goalball feminino do Instituto de Cegos da Bahia (ICB) será o único representante do estado na Série A do Campeonato Brasileiro da modalidade, que acontece em agosto, em São Paulo. A vaga na elite nacional veio acompanhada de um feito recente: o vice-campeonato na etapa regional Nordeste, conquistado neste mês de maio, após uma preparação intensa e um desempenho coletivo que chamou a atenção dentro e fora de quadra.
Entre os destaques da equipe estão Lorena Batista, eleita a melhor jogadora Sub-23 da competição, e Tainá Campelo, segunda artilheira da etapa Nordeste. Com apenas 30% de visão em um dos olhos desde os 10 anos de idade, ela conta que o goalball a ajudou a sair de um quadro de depressão. “O esporte é tudo pra mim. Me ajudou a ressocializar e a ter mais independência. Tenho o sonho de me profissionalizar e continuar representando meu estado nas competições”, conta. Apesar do resultado expressivo no campeonato regional, o time do ICB enfrenta uma realidade dura: sem patrocínio, não há estrutura possível para competir com as outras equipes da elite nacional.
“A união das meninas é o que tem feito a diferença dentro de quadra. Elas se dedicam com tudo, mas para a gente se manter na Série A e competir de igual para igual, precisamos de apoio. Contratação de atletas para reforçar a equipe, garantir melhor preparação, suplementação e estrutura de treino — é disso que estamos falando. Mas acreditamos que conseguiremos patrocínio para melhor representar a Bahia ainda nesta temporada”, afirma um dos técnicos responsáveis pelo time do ICB, Carlerranzy Carvalho.
O time segue em treinamento intenso, pelo menos três vezes por semana, na quadra do ICB para melhorar os resultados do ano passado. “Em 2025 ficamos em sétimo lugar. Este ano buscamos nos superar ainda mais!”, completa.
Sobre goalball
O goalball é um esporte paralímpico exclusivo para pessoas com deficiência visual, total ou parcial, mas todos os atletas devem usar vendas para garantir que competem em pé de igualdade. Os jogadores se orientam pelo som da bola e por marcações táteis no chão. Por isso, o silêncio é fundamental durante a partida. O Brasil é uma das maiores potências mundiais na modalidade, tanto no masculino quanto no feminino. Desde 2013, o ICB mantém o seu próprio time de goalball, sendo um dos principais do Nordeste na modalidade.
Por Luana Oliveira
