Bianca Cugno recebe premiação como melhor oposta da Superliga (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)
Melhor oposta da Superliga, Bianca Cugno espera voltar a jogar em Osasco
Por Doro Jr. e Rafael De Marco
Osasco São Cristóvão Saúde revelou
Bianca Cugno para o Brasil e para o mundo. A oposta argentina, eleita a
melhor na posição na Superliga 2025/26, foi decisiva para o sucesso da
temporada osasquense, que terminou com dois títulos (Supercopa e Copa
Brasil), a prata no sul-americano e a medalha de bronze no Campeonato
Mundial de Clubes. De partida para o vôlei europeu, ela deixa para a torcida osasquense e leva saudades do clube que a acolheu como uma família.
“Desde
o primeiro dia, me senti em casa em Osasco. O clube tem um grupo de
pessoas incríveis, tanto as jogadoras quanto os treinadores,
especialmente o Luizomar, que me deu essa confiança para enfrentar todos
os desafios desta temporada. Adoraria voltar a jogar em Osasco. Nunca
vou fechar as portas. Osasco me ensinou muito e meu carinho pelo clube é
imenso. Já estou com saudades”, afirma a atleta. Confira a entrevista.
Você
chegou ao Brasil como reforço estrangeiro, assumiu protagonismo em
Osasco e terminou a temporada como a melhor oposta da Superliga. Em que
momento sentiu que já não estava apenas se adaptando ao campeonato, mas
deixando sua marca na competição?
Bianca Cugno - Acho
que foi algo que começou a acontecer com o passar dos jogos. Desde o
início da temporada até agora, houve uma evolução da equipe, o que
permitiu conquistar quatro medalhas (títulos da Copa Brasil e Supercopa,
prata no Sul-Americano e bronze no Mundial de Clubes). Acredito que o
momento em que mais percebi isso foi depois do Mundial, jogando contra
as melhores do mundo. Esse é o melhor cenário para se comparar.
Você
terminou a Superliga com 519 pontos, segunda maior pontuadora da
Superliga, com uma produção muito alta para uma jogadora de apenas 23
anos. Como lidou com a responsabilidade de ser, jogo após jogo, a bola
de segurança de Osasco?
Bianca Cugno - É
um papel que precisei assumir e no qual me sinto confortável. Gostei de
ter essa responsabilidade em um nível tão alto como é a Superliga.
O
Brasil é uma escola conhecida por estudar muito bem suas adversárias,
especialmente uma oposta de referência. Como você sentiu a evolução da
marcação sobre você ao longo da temporada e o que precisou ajustar no
seu jogo para continuar pontuando?
Bianca Cugno - Todos
os times estudam muito seus adversários, ainda mais a partir dos
playoffs, quando todos têm um objetivo claro. Isso faz parte da evolução
e do crescimento como jogadora. Faz com que a gente desenvolva novas
armas para conseguir pontuar.
Você foi
decisiva em muitos jogos, inclusive em dois títulos. O que muda
emocionalmente para uma atacante quando a bola chega em um ponto de
campeonato, com o ginásio cheio e o bloqueio já esperando o seu ataque?
Bianca Cugno - É um desafio, mas é ainda mais bonito ter que fazer um ponto sabendo disso.
Que ensinamentos a experiência em Osasco deixou para a Bianca jogadora e para a Bianca no lado pessoal?
Bianca Cugno - O
Brasil superou minhas expectativas em 100%. Vou embora tendo aprendido
muitas coisas. Aprendi a aproveitar mais o vôlei de alto nível, a
valorizar cada partida e as oportunidades que aparecem para mim. O
Brasil tem um nível altíssimo de jogadoras e clubes, o que me faz querer
voltar a jogar aqui.
Conte um pouco sobre sua rotina no Brasil e sobre a convivência com o técnico Luizomar e com suas companheiras de equipe.
Bianca Cugno - Desde
o primeiro dia, me senti em casa em Osasco. O clube tem um grupo de
pessoas incríveis, tanto as jogadoras quanto os treinadores,
especialmente o Luiz, que me deu essa confiança para enfrentar todos os
desafios desta temporada.
A torcida de Osasco
já está com saudades de você. Eles podem ter esperança de ver Bianca
Cugno com a camisa de Osasco novamente no futuro?
Bianca Cugno - Eu
adoraria poder voltar a jogar em Osasco. Nunca vou fechar as portas.
Osasco me ensinou muito e meu carinho pelo clube é imenso. Já estou com
saudades.
Fonte: ZDL Sports
