Foto: Divulgação/Arquivo O Candeeiro
NESTE SÁBADO (11): Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson alerta para o diagnóstico precoce
O Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, celebrado neste sábado (11), chama a atenção para uma das condições neurológicas mais comuns no mundo. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia - Sesab, estudos e iniciativas vêm sendo desenvolvidos no estado para compreender melhor o perfil dos pacientes com Parkinson. A maioria dos diagnosticados tem entre 60 e 79 anos, com predominância de sintomas motores e impactos na mobilidade e na autonomia. Além disso, muitos deles já apresentam algum grau de dependência funcional, o que reforça a necessidade de acompanhamento contínuo.
A Doença de Parkinson é uma condição crônica, degenerativa e progressiva, caracterizada por tremores, rigidez muscular, lentidão dos movimentos e instabilidade postural. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital de Clínicas (HCPA) publicaram, em 2025, na revista científica The Lancet Regional Health – Americas um estudo inédito revelando que mais de 500 mil brasileiros com 50 anos ou mais vivem hoje com essa doença.
“O Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson reforça a importância da informação, do acolhimento e do fortalecimento das redes de cuidado, especialmente em estados como a Bahia, onde o envelhecimento populacional já impacta diretamente o perfil das doenças crônicas”, afirma o neurologista Woquiton Rodrigo, professor de Medicina do Centro Universitário UniFG Bahia, integrante da Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil.
Outro desafio importante no território baiano, segundo a própria Sesab, é a ausência de dados epidemiológicos consolidados, o que dificulta o planejamento de políticas públicas específicas. Ainda assim, unidades de referência vêm ampliando o cuidado especializado e a assistência multidisciplinar.
Avanços no diagnóstico e tratamento
Nos últimos anos, avanços importantes têm contribuído para melhorar o diagnóstico e o tratamento da doença. Novas abordagens permitem identificar sinais precoces, inclusive antes dos sintomas motores mais evidentes, possibilitando intervenções mais rápidas.
“Hoje, o diagnóstico da doença de Parkinson é baseado principalmente na avaliação clínica detalhada, considerando o histórico do paciente e o exame neurológico. Exames de imagem, neuroimagem funcional e biomarcadores têm sido cada vez mais utilizados como suporte, ajudando a aumentar a precisão e a identificar a doença em fases mais iniciais”, explica o neurologista.
No tratamento, além do uso de medicamentos como a Levodopa, agonistas dopaminérgicos entre outros, terapias inovadoras como a estimulação cerebral profunda (DBS) e o uso de tecnologias para reabilitação motora têm ampliado as possibilidades de controle dos sintomas e de preservação da qualidade de vida.
“A conscientização também é fundamental para combater o estigma e garantir mais qualidade de vida às pessoas que convivem com a doença”, complementa em tom de reflexão o docente da UniFG/Inspirali, Woquiton Rodrigo.
Por Andréa Castro
