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Mobile tem aumento de 70% em vendas no carnaval no modelo direto ao consumidor, revela estudo
O carnaval de 2026 marcou um momento de decisões rápidas e de alta conveniência para o varejo digital brasileiro, que cresceu 70% o volume de vendas com a palavra “carnaval” entre o mês de janeiro e as semanas que antecederam a folia, segundo pesquisa da Nuvemshop. De acordo com o estudo NuvemCommerce 2026, o período transformou o smartphone na principal ferramenta de resolução para o folião, exigindo operação das marcas com agilidade máxima. Com projeção de faturamento de R$ 258 bilhões no e-commerce nacional este ano, a capacidade de garantir que o produto chegue "antes do bloco" tornou-se o principal diferencial competitivo de fevereiro.
Segundo o co-fundador e presidente da Nuvemshop, Alejandro Vázquez, no pré-carnaval a janela de oportunidade para o varejo é curta e a conversão depende diretamente da promessa de entrega. Para as marcas que operam no modelo de venda direta ao consumidor (D2C), a data é o maior teste de eficiência logística do primeiro trimestre. "O consumidor de 2026 é extremamente criterioso, mas, na semana que antecede a folia, a conveniência e o prazo de entrega superam qualquer outra variável de decisão. O lojista que remove fricções no checkout móvel e garante o recebimento do produto a tempo das festas captura o cliente que precisa resolver uma necessidade imediata", afirma.
Líder da categoria D2C no Brasil e na América Latina com mais de 180 mil marcas, a Nuvemshop observa que ferramentas de decisão rápida são essenciais: o atendimento via WhatsApp, utilizado por 73% dos lojistas, funciona como o balcão de dúvidas para confirmar prazos de entrega.
Moda e Beleza se destacam com grupos VIPs de apps
O Carnaval de 2026 consolidou-se como o maior laboratório de agilidade para as marcas nativas digitais com venda direto ao consumidor (D2C) no Brasil. Segundo dados da Nuvemshop, o setor de Moda, que faturou R$ 2,9 bilhões no último ano, destacou-se na superação do "abismo operacional", ou seja, a distância tecnológica entre o varejo tradicional e marcas que escalam via dados e relacionamento direto.
O levantamento reforça que marcas em expansão, que utilizam dados para entender esses picos de demanda mobile, conseguem ajustar as suas operações para converter o desejo imediato em faturamento. “Ao reduzir a fricção na palma da mão, o varejo digital brasileiro transforma a sazonalidade numa oportunidade de mostrar valor através da velocidade”, comenta Alejandro. O relatório indica ainda que a jornada do folião começa muito antes da rua. Marcas de Moda utilizam Grupos VIP de WhatsApp (estratégia adotada por 44% das marcas do setor) para realizar "drops" exclusivos de coleções cápsula e acessórios, garantindo faturamento antecipado. No setor de Beleza, que registrou crescimento de 44% no último ano, a apostou são os "kits de sobrevivência", vendidos de forma consultiva via WhatsApp para 69% dos lojistas do segmento.
"O Carnaval é o ápice do varejo visual e emocional no Brasil. O sucesso que vemos no D2C não vem apenas de descontos, mas da capacidade da marca de criar uma comunidade fiel antes mesmo do feriado. Quem usa inteligência de dados para gestão e grupos de mensagens para exclusividade já começa o feriado com o estoque vendido", reforça o porta-voz da Nuvemshop.
O Pix é outro destaque do estudo, sendo responsável por 49% das transações no ecossistema e consolidando-se como o motor das compras de última hora via dispositivos móveis. “O relatório aponta que 48% dos lojistas de moda ainda não utilizam tecnologias de personalização, evidenciando o abismo entre marcas maduras e iniciantes, o que pode servir de oportunidade de mercado no futuro”, conclui.
Por Lucio Santo
