A pesquisa revela que, para cada R$ 1 investido por meio da renúncia fiscal, R$ 7,59 retornaram para a economia e para a sociedade. Foto: Tarcísio Boquady/ MinC
Lei Rouanet movimentou R$ 25,7 bilhões e gerou 228 mil empregos em 2024, aponta estudo
Lei Rouanet
movimentou R$ 25,7 bilhões na economia brasileira e foi responsável pela
geração e manutenção de 228 mil postos de trabalho em 2024. Os dados
constam na Pesquisa de Impacto Econômico da Lei Rouanet, realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e lançada na terça-feira (13).
Para a
ministra da Cultura, Margareth Menezes, os resultados superaram as
expectativas e oferecem evidências claras sobre o impacto positivo do
investimento cultural na economia. “Para defender a Lei Rouanet na
dimensão que o Brasil precisava, faltavam dados robustos e atualizados.
Agora estamos divulgando esses dados e vamos reafirmar que a cultura
salva vidas. Investir em cultura é investir em gente", declarou.
A
ministra destacou ainda que o processo de modernização do mecanismo
trará mais fluidez, eficiência, transparência e segurança, adequando a
prestação de contas aos desafios da contemporaneidade.
RETORNO ECONÔMICO
A pesquisa revela que, para cada R$ 1 investido por meio da renúncia
fiscal, R$ 7,59 retornaram para a economia e para a sociedade. O
resultado representa um salto expressivo em relação ao retorno de R$
1,59 apurado em 2018, quando a FGV realizou o primeiro estudo sobre os
impactos econômicos da Lei Rouanet.
Além do
crescimento histórico no volume de renúncia fiscal registrado em 2024, a
metodologia adotada nesta edição passou a considerar, de forma mais
ampla, os gastos do público que frequenta eventos culturais e os
investimentos de outras fontes atraídos pelos projetos incentivados.
Para o
secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Henilton Menezes, o impacto
econômico da Lei Rouanet reforça a importância do incentivo à cultura
no Brasil. “Os resultados da pesquisa confirmam que a Lei Rouanet não é
apenas um mecanismo de fomento cultural, mas uma legislação que garante o
desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda e o retorno
econômico para o Brasil”, afirmou.
ANO HISTÓRICO
O ano de 2024 foi o primeiro, desde 2011, a registrar aumento real
(acima da inflação) no valor da renúncia fiscal, que totalizou R$ 3
bilhões. Ao todo, 4.939 projetos executaram recursos por meio do
mecanismo de incentivo à cultura.
Como
resultado, o público total impactado pelos projetos viabilizados pela
Lei Rouanet alcançou 89,3 milhões de pessoas, o equivalente a 42% da
população brasileira. Desse total, 69,3 milhões foram visitantes de
eventos presenciais, com potencial de gastos em setores como hospedagem,
alimentação e transporte.
GERAÇÃO DE EMPREGOS
O impacto social do incentivo cultural também se refletiu em outros
setores da economia. Mais de 228 mil postos de trabalho foram criados ou
mantidos em 2024. Em termos proporcionais, a cada R$ 12,3 mil
investidos pela Lei Rouanet, foi sustentado um posto de trabalho na
economia brasileira. Além disso, a atividade econômica gerada resultou
em uma arrecadação de R$ 3,9 bilhões em tributos municipais, estaduais e
federais. Isso significa que, para cada R$ 1 em renúncia fiscal, R$
1,39 retornaram aos cofres públicos na forma de impostos.
CRESCIMENTO NAS REGIÕES
O lançamento dos programas Rouanet Norte, Rouanet nas Favelas,
Rouanet da Juventude e Rouanet Nordeste tem impulsionado o crescimento
no número de projetos e na captação de recursos por meio da Lei. A
Região Nordeste liderou a expansão, com crescimento de 427% no número de
projetos. Logo em seguida está a Região Norte, com aumento de 408%,
seguido por Centro-Oeste (245%), Sul (165%) e Sudeste (123%).
A pesquisa também aponta que 58,9% dos projetos executaram ações em áreas periféricas, regiões vulneráveis ou áreas de povos e comunidades tradicionais.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
