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Nova gestão da ABSOLAR anuncia agenda de modernização tarifária, crescimento sustentável do setor e integração com novas tecnologias
A Associação
Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) inicia um novo ciclo
de gestão com uma agenda alinhada aos desafios atuais do setor elétrico
nacional. À frente do Conselho de Administração da entidade, Bárbara
Rubim, assume com o compromisso de colaborar com a modernização
tarifária, ampliar o diálogo institucional, garantir sustentabilidade no
setor fotovoltaico e promover a integração entre tecnologias e soluções
estruturais que tragam respostas efetivas aos cortes de geração (curtailment), à inversão de fluxo de potência e à expansão da infraestrutura elétrica.
Os compromissos da entidade foram anunciados durante a
cerimônia de posse do novo Conselho de Administração no mandato
2026-2030, realizada no dia 07/05/2026, na sede da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), na capital paulista. A nova
agenda é calcada no atual cenário de forte crescimento das fontes
renováveis e na necessidade de aprimoramentos regulatórios e adaptação
da infraestrutura elétrica do País, que não acompanhou a evolução da
tecnologia solar na última década.
Segundo Bárbara,
neste momento do setor elétrico, o setor fotovoltaico já não se encontra
onde estava quando a fonte solar começou a decolar no Brasil. “Agora,
estamos diante de um paradoxo histórico. Hoje, o País já ultrapassa 68
gigawatts de capacidade instalada da fonte solar, consolidando-se como a
segunda maior fonte da matriz elétrica brasileira e o sexto maior
mercado solar do mundo. Esse avanço demonstra a força da tecnologia, mas
também evidencia a necessidade de atualização das estruturas do sistema
elétrico brasileiro”, pontua.
“Curtailment, inversão de fluxo de potência e
discussões tarifárias mostram que o sistema não foi projetado para
acompanhar a velocidade com que as renováveis cresceram e com que as
novas tecnologias estão chegando. Mas esses não são sintomas de
fracasso. São sintomas de um sucesso que chegou mais rápido do que as
estruturas conseguiram acompanhar”, acrescenta Bárbara.
A executiva ressalta que a prioridade da ABSOLAR será
contribuir tecnicamente para que o Brasil consiga fechar essa lacuna com
planejamento, previsibilidade regulatória e diálogo institucional.
Entre os principais compromissos da nova gestão está a defesa de um
diálogo permanente com governos, reguladores, distribuidoras,
transmissoras, reguladores, consumidores e formuladores de políticas
públicas.
“Vamos conversar com todos os agentes do setor
elétrico, mesmo quando o debate poderá ser mais acalorado. Mas dialogar
não significa renunciar a princípios. Vamos à mesa com propostas
concretas, dados técnicos e argumentos robustos”, afirma Bárbara.
Outro eixo estratégico será a construção de
convergência entre os diferentes segmentos do setor elétrico brasileiro.
Segundo a executiva, o avanço da transição energética exige integração
entre fontes de geração, tecnologias e agentes de mercado.
“O setor elétrico brasileiro não tem mais espaço para
trincheiras. As diferentes formas de geração não são adversárias, são
complementares. As novas tecnologias são nossas aliadas. O setor que
apresenta unidade consegue avançar mais do que o setor fragmentado”,
ressalta.
A agenda da ABSOLAR também vai priorizar temas como
expansão da infraestrutura de transmissão e distribuição, armazenamento
de energia elétrica, hidrogênio verde, mobilidade elétrica, redes
inteligentes e ampliação do acesso dos consumidores ao mercado livre de
energia.
Para Bárbara, o crescimento sustentável da energia
solar dependerá da combinação entre inovação tecnológica, financiamento,
estabilidade regulatória e fortalecimento técnico do sistema elétrico
nacional. “Velocidade sem solidez cria vulnerabilidade. Queremos um
setor que cresça com estrutura técnica, acesso a financiamento,
regulação previsível e tecnologia evoluindo na mesma cadência”, explica.
Segundo o vice-presidente Institucional da ABSOLAR,
Ronaldo Koloszuk, que ocupou por oito anos a presidência do colegiado,
Bárbara reúne experiência técnica e capacidade institucional para
liderar o novo momento da associação. “A ABSOLAR continuará trabalhando
para promover um ambiente regulatório estável, estimular investimentos e
apoiar o crescimento equilibrado de todo o ecossistema solar no
Brasil”, destaca.
“Em nome de toda a equipe da ABSOLAR, agradeço aos
conselheiros que finalizaram seus mandatos, pelo legado transformador
que deixam ao setor solar, e estendo as boas-vindas aos conselheiros
empossados, que nos ajudarão a construir o futuro da fonte solar no
Brasil pelos próximos anos. A associação seguirá comprometida com sua
missão de representar todos os elos da cadeia de valor do setor solar
fotovoltaico, em áreas estratégicas como transição energética, geração
distribuída, geração centralizada e novos mercados, armazenamento,
cadeia produtiva, entre outras”, ressalta o CEO e cofundador da
entidade, Rodrigo Sauaia.
Por Thiago Nassa
