Osesp e Thierry Fischer / Foto: Mario Daloia
NOVAMENTE REGIDA POR THIERRY FISCHER, OSESP RECEBE PIANISTA FRANCÊS PIERRE-LAURENT AIMARD NOS CONCERTOS DESTA SEMANA
A Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, apresentam a Temporada Osesp 2026.
Nos concertos desta semana, que acontecem entre quinta-feira (14/mai) e sábado (16/mai), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp sobe ao palco da Sala São Paulo mais uma vez sob a batuta de seu Diretor Musical e Regente Titular, Thierry Fischer, e terá o pianista francês Pierre-Laurent Aimard como solista convidado – sua última vinda à Sala aconteceu em 2018. Vale lembrar, como já é tradição, que a performance da Osesp de sábado, às 16h30, será transmitida ao vivo no canal oficial da Orquestra no YouTube.
O programa dará continuidade ao Ciclo Mendelssohn, que já apresentou neste ano na Sala as duas primeiras Sinfonias do compositor alemão. A Orquestra inicia os concertos com Pássaros exóticos, um mosaico de cantos de aves e ritmos orientais. Em seguida, Aimard interpreta o Concerto nº 11 de Haydn, obra de graça mozartiana e toques ciganos. O programa retorna então a Messiaen com Um sorriso, homenagem a Mozart e ao seu espírito luminoso diante da tragédia, de autoria de Messiaen. E a Sinfonia nº 5 – Reforma, de Mendelssohn, encerra o repertório unindo hinos luteranos a ecos da tradição católica.
Olivier Messiaen [1908-1992] escreveu Um sorriso [Un sourire]
em homenagem ao bicentenário da morte de Wolfgang Amadeus Mozart,
explicando seu apreço ao mestre nos seguintes termos: “Ele só conheceu a
tragédia. [...] Ainda assim, Mozart continuou a sorrir, em sua música e
em sua vida”. Não por acaso, o programa coloca ao lado de Messiaen o
último e mais mozartiano concerto para piano de Joseph Haydn
[1732-1809], o de número 11, inspirado em melodias ciganas e repleto de
deliciosas appoggiaturas. O francês Pierre Laurent-Aimard será o
solista – ele é conhecido pela maneira iluminadora como articula do
repertório tradicional ao contemporâneo. A seguir voltamos a Messiaen,
ouvindo o canto de aves da Ásia e das Américas, entremeados a ritmos
hindus (em Oiseaux exotiques, isto é, Pássaros exóticos). O programa culmina com a Sinfonia nº 5
de Félix Mendelssohn Bartholdy [1809-1847], celebração do tricentenário
do Protestantismo, que aqui é simbolizado pelo hino “Deus é nosso
refúgio e fortaleza”, composto por Lutero em 1529 e contraposto à
deliberada citação de Giovanni da Palestrina, compositor maior da
tradição católica.
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp
Desde
seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável
da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e
sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos
para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical
e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por
Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John
Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da
Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de
partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou
turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina,
Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais
importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas
de concerto como o Concertgebouw de Amsterdã, a Philharmonie de Berlim e
o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp
Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação
musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela
Fundação Osesp desde 2005.
Thierry Fischer regente
Desde 2020, Thierry Fischer é diretor musical da Osesp, cargo que
também assumiu em setembro de 2022 na Orquestra Sinfônica de Castilla y
León, na Espanha. De 2009 a junho de 2023, atuou como diretor artístico
da Sinfônica de Utah, da qual se tornou diretor artístico emérito. Foi
principal regente convidado da Filarmônica de Seul [2017-2020] e regente
titular (agora convidado honorário) da Filarmônica de Nagoya
[2008-2011]. Já regeu orquestras como a Royal Philharmonic, a
Filarmônica de Londres, as Sinfônicas da BBC, de Boston e Cincinnatti e a
Orchestre de la Suisse Romande. Também esteve à frente de grupos como a
Orquestra de Câmara da Europa, a London Sinfonietta e o Ensemble
intercontemporain. Thierry Fischer iniciou a carreira como Primeira
Flauta em Hamburgo e na Ópera de Zurique. Gravou com a Sinfônica de
Utah, pelo selo Hyperion, Des canyons aux étoiles [Dos cânions às estrelas],
de Olivier Messiaen, selecionado pelo prêmio Gramophone 2023, na
categoria orquestral. Na Temporada 2024, embarcou junto à Osesp para a
turnê internacional em comemoração aos 70 anos da Orquestra.
Pierre-Laurent Aimard piano
Vencedor do Prêmio Internacional de Música Ernst von Siemens
[2017] e do Prêmio de Música Leonie Sonning [2022], já se apresentou com
importantes conjuntos como a Filarmônica Tcheca, a Filarmônica de Nova
York e as Orquestras Nacionais da França e da Dinamarca, além de ter
realizado recitais em salas como a Elbphilharmonie, em Hamburgo, e a
Philharmonie Luxembourg. O pianista já colaborou com muitos compositores
de renome internacional, como Karlheinz Stockhausen, Olivier Messiaen,
György Kurtág, Marco Stroppa, Pierre Boulez e Elliott Carter. Membro da
Bayerische Akademie der Schönen Künste, Aimard foi professor na
Hochschule Köln e, anteriormente, professor associado no Collège de
France, em Paris. Em 2023, lançou em parceria com Esa-Pekka Salonen e a
Sinfônica de São Francisco uma gravação dos Concertos para piano de Bela Bartók. Esse disco é o mais recente de uma série de colaborações com a gravadora Pentatone, precedido por Visions de l’Amen [2022] gravado com Tamara Stefanovich, a Sonata Hammerklavier e as Eroica variations de Beethoven [2021], e a obra-prima de Messiaen Catalogue d’oiseaux [2018], premiada com o Preis der Deutschen Schallplattenkritik.
PROGRAMA
OSESP
THIERRY FISCHER regente
PIERRE-LAURENT AIMARD piano
OLIVIER MESSIAEN Oiseaux exotiques [Pássaros exóticos]
JOSEPH HAYDN Concerto para piano nº 11 em Ré maior, Hob XVIII
OLIVIER MESSIAEN Un sourire [Um sorriso]
FELIX MENDELSSOHN-BARTHOLDY Sinfonia nº 5 em Ré maior, Op. 107 – Reforma
SERVIÇO
14 de maio, quinta-feira, 20h00
15 de maio, sexta-feira, 20h00
16 de maio, sábado, 16h30 [Concerto digital]
Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo, SP
Capacidade: 1.388 lugares [Sala São Paulo]
Recomendação etária: 07 anos
Ingressos: Entre R$ 50,00 e R$ 330,00 (valores inteiros*)
Bilheteria (Fever): neste link
Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.
Estacionamento: Rua Mauá, 51 | a partir de R$ 27,00 | 600 vagas
Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.
*Estudantes, pessoas acima dos 60
anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a
29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante, e servidores da
educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e
operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos,
diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm
desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na
Sala São Paulo, mediante comprovação.
A Temporada Osesp 2026 é uma realização da Fundação
Osesp, do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da
Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, e por
meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura e
Governo Federal – Do lado do povo brasileiro.
A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.
A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura, desde 2005.
Por Fabio Rigobelo
