Foto: Divulgação/Acervo pessoal
ARTIGO - Transalvador pratica violência institucional sistemática contra turistas e a população = Por Augusto Queiroz
Ontem dia 28 por volta das 13 horas precisando espairecer um pouco de um dia estressado fui dar um passeio rápido no Jardim de Alah. Lá chegando Estacionei o carro numa vaga de idoso(tenho 70 anos) e coloquei a respectiva placa que me garante o direito. O estacionamento amplo estava praticamente vazio
Deixei o carro e saímos eu minha companheira para uma caminhada rápida pelo Gramado que deve ter durado uns 10 minutos mais ou menos. Ao retornar, para nossa desagradável surpresa, encontramos o nosso veículo, uma Duster placa TUY5E22, em cima de um caminhão guincho com dois agentes da Transalvador embaixo fazendo anotações.
Nos aproximamos e eu me identifiquei dizendo que o carro era meu e que eu morava em Brasília e perguntei qual era o problema. De forma ríspida disseram que eu não havia pago o estacionamento do zona azul via aplicativo, coisa que eu desconhecia porque há muitos anos nãovenho a cidade. De pronto tirei r$ 20 que tinha no bolso para pagar o estacionamento.
Os agentes, de nomes Nunes e Elias, verdadeiros trogloditas, recusaram Disseram que só podia pagar por aplicativo. Então eu pedi permissão para entrar no carro e pegar os Nossos celulares para pagar pelo aplicativo do banco.
Ele no começo até pareceu concordar mas depois respondeu agressivamente que não poderia me deixar entrar no carro onde estavam todos os nossos pertences e celulares e que eu teria que ir pegar o carro no estacionamento da Transalvador no Retiro
Argumentei que era turista e que não sabia dessas regras e Inclusive a placa que dizia que era a zona azul, além de pequena, estava toda enferrujada e de difícil legibilidade.
Falei também que ficaria difícil para mim falar bem da Bahia com uma postura tão agressiva e violenta como a que eles adotaram com um visitante de outro estado. Não deram a mínima!!!!
Argumentei ainda que eu estava apenas de bermuda e sandália havaiana e com apenas r$ 20 no bolso e como é que eu poderia me deslocar até o estacionamento do Retiro nessas condições. Eles não deram a mínima e fizeram pouco caso não demonstrando a mínima empatia e educação doméstica. E rapidamente mandaram o guincho seguir e eles próprios se evadiram do local, nos deixando sem lenço e sem documento e com apenas r$ 20 no bolso!!!
Por sorte, como eu sou baiano, consegui com os r$ 20 pegar um táxi e ir para casa da minha irmã, na Pituba, que me emprestou um dinheiro e pediu um Uber para mim, porque nem isso eu poderia fazer porque estava sem celular!!
Resultado chegando no Retiro tive que pagar 588 reais para liberar o veículo, por conta do não pagamento de uma taxa de estacionamento de apenas r$ 2 ou 3.
Ou seja, uma punição totalmente desproporcional a essa infração mínima e de alguma forma provocada pela própria prefeitura, que além de não orientar os seus agentes para tratar bem os turistas (ao contrário parece que foram treinados para maltratá-los), não disponibiliza pessoas para cobrar a taxa pessoalmente, já que o pagamento pelo aplicativo deveria ser uma alternativa e não uma imposição autoritária e ditatorial como é atualmente.
Eu acho que guinchar um carro deveria ser uma medida extrema aplicada nos casos de obstrução do trânsito , acidentes, parada em cima de faixa de pedestres etc.
No caso do ocorrido acima uma medida muito mais sensata e justa seria colocar uma advertência no para-brisa do veículo para pagar o estacionamento no prazo de 48 horas e caso contrário ser aplicado uma multa que atualmente custa r$ 198 Se não me engano.
Conversando sobre o fato com outras pessoas posteriormente várias me disseram que esses abusos da Transalvador ocorrem com muita frequência, inclusive contra turistas desavisados que são vítimas de uma violência institucional absurda por psrte de uma Prefeitura a quem caberia tratar bem e estimular o turismo em Salvador e não o contrário!
Outra reflexão que me veio do ocorrido é a seguinte: Imagine se eu fosse um turista de Santa Catarina ou São Paulo ou do Amazonas que estivesse hospedado na Praia do Forte com um carro alugado e resolvesse vir conhecer Salvador e tivesse o seu veículo guinchado com todos os seus pertences e celulares dentro e apenas r$ 20 no bolso sem conhecer ninguém na cidade! Conseguem imaginar o drama! É esse o absurdo que está sendo perpetrado a luz do dia e sem piedade pelos brucutus mal educados da Transalvador, que parecem ter prazer em fazer de tudo para maltratar o turista e gerar uma péssima imagem da cidade!
Esse é um relato fiel da violência institucional de que fomos vítimas ontem na capital baiana pela Transalvador, órgão de trânsito de viés autoritário e fascista da prefeitura que parece que está trabalhando contra os seus cidadãos e fazendo de tudo para maltratar os turistas e gerar uma péssima imagem da bela capital baiana, que não merecia um procedimento tão desumano e injusto. Com a palavra as autoridades que regulam o setor, se é que existem e se respeitam...
Augusto Queiroz é baiano, jornalista formado pela UFBA, atuou em vários veículos em Salvador, hoje trabalha na Empresa Brasil de Comunicação, em Brasília
