Foto: Mário Marques/Ascom SDE
SDE participa de debate sobre Oportunidades para a Bahia na neoindustrialização
A neoindustrialização tem sido muito debatida a fim de aumentar a
produtividade da indústria, focada no aumento da agregação de valor, na
inovação, na modernização, na redução da pegada de carbono e na
sustentabilidade. Nesta terça-feira (03), a Secretaria de
Desenvolvimento Econômico (SDE) participou do evento ‘Política
Industrial e Desenvolvimento: Oportunidades para a Bahia na
Neoindustrialização’, realizado pela Confederação Nacional da Indústria
(CNI) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia
(FIEB). O objetivo da iniciativa estratégica foi divulgar ações de
política industrial e promover interação entre empresas, instituições de
financiamento e Sistema S.
O secretário da SDE, Angelo Almeida, parabenizou a iniciativa do
evento e afirmou que a economia baiana tem demonstrado resiliência e
capacidade de reinvenção. “A Ford saiu de Camaçari, mas deixou um legado
valioso que é seu Centro de Desenvolvimento e Tecnologia, que emprega
mais de 1 mil engenheiros e técnicos. A chegada da BYD, gigante chinesa
do setor automotivo, é uma prova de que estamos no caminho certo para
reconstruir e ampliar nossa base industrial. No médio prazo, a montadora
tem o potencial de se tornar um novo motor de crescimento industrial
para a Bahia”.
Ainda de acordo com o gestor da pasta, a integração entre a indústria
tradicional e os serviços intensivos em conhecimento é o caminho para
superar desafios históricos, como a dependência de setores de baixo
valor agregado e as dificuldades de inserção em cadeias produtivas
globais. “Outras oportunidades estratégicas estão no setor de mineração,
onde novos investimentos estão sendo direcionados para minerais
essenciais, como o vanádio, a grafita e o silício de alta pureza, que
são cruciais para a produção de baterias, semicondutores e células
fotoelétricas, pilares da nova economia global. Recursos que colocam a
Bahia em posição privilegiada para atender à demanda crescente por
tecnologias limpas e avançadas”, afirma.
A Bahia tem a matriz energética mais limpa do país, liderando a
geração de energia eólica e solar no Brasil. Essa posição abre janelas
de oportunidade únicas para a atração de investimentos industriais
‘verdes’, que valorizam o uso de energia sustentável. O estado também
está avançando no campo do hidrogênio verde, com iniciativas voltadas à
produção desse combustível do futuro, que será essencial para
descarbonizar setores industriais e de transporte. Também nesse caso, é
preciso lembrar que é possível avançar no adensamento das cadeias. Isso
já ocorre no caso da energia elétrica, com empresas como a Goldwind e
Sinoma produzindo equipamentos e componentes para usinas.
Durante o evento foram apresentados instrumentos de estímulo ao
desenvolvimento industrial regional, eixos prioritários como
financiamento, margem de preferência para compras públicas e
transformação digital das micro e pequenas empresas. Estiveram presentes
na mesa de abertura junto com o secretário Angelo Almeida; o
vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado da Bahia (CIEB),
Hilton Lima e o superintendente da Política Industrial da CNI, Fabrício
Silveira. De forma remota, estiveram Luiz Costa Neto, vice-presidente da
Fieb, o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Rafael Lucchesi e
a secretária Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e
Territorial do Ministério da Integração e do Desenvolvimento, Adriana
Melo Alves.
Fonte: Ascom/SDE
